O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) obteve, no exercício económico de 2025, um rendimento líquido de 211,9 mil dólares, segundo as demonstrações financeiras não auditadas divulgadas pelo Banco de Moçambique, na qualidade de gestor operacional do fundo. De acordo com os dados constantes no relatório, o montante corresponde integralmente a juros de depósitos bancários a prazo do tipo overnight, sem referência a outras fontes de receita. Os rendimentos foram apurados até 31 de Dezembro de 2025 e expressos em dólares norte-americanos. Por seu turno, os encargos com comissões e custos bancários ascenderam a 208,70 dólares, o que representa uma proporção residual face ao total arrecadado. Este valor foi igualmente certificado como relativo a operações encerradas até ao final do exercício económico. O documento, assinado pelo governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, foi emitido a 30 de Janeiro de 2026 e é apresentado como a primeira prestação de contas do FSM, criado para garantir a gestão responsável e sustentável das receitas provenientes da exploração de recursos naturais. Apesar da natureza preliminar do relatório — ainda não sujeito a auditoria independente —, o mesmo oferece uma primeira visão sobre a abordagem conservadora adoptada na fase inicial da operação do fundo, com alocação exclusiva em instrumentos bancários de curto prazo. O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) foi criado em 2023 com o objectivo de assegurar uma gestão prudente e intergeracional das receitas provenientes da exploração de recursos naturais, em particular do gás natural. Até Junho de 2025, o fundo havia recebido mais de 200 milhões de dólares em transferências iniciais do Estado, incluindo uma dotação directa de 109,9 milhões de dólares feita em Dezembro de 2025. Durante o segundo semestre do ano, o Banco de Moçambique assumiu oficialmente a sua gestão operacional, tendo concluído a estruturação técnica e legal em coordenação com o Executivo. De acordo com o Plano Económico e Social para 2026 (PESOE 2026), o Governo prevê alocar novos recursos ao FSM e utilizar parte das suas receitas para financiar projectos de investimento público prioritário.
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