O Banco de Moçambique considera insuficientes os mecanismos de controlo implementados por várias instituições financeiras na monitorização de clientes classificados como de alto risco, no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo. De acordo com o relatório sectorial recentemente publicado pelo regulador, persistem fragilidades no cumprimento das obrigações de diligência devida reforçada, particularmente no que diz respeito à verificação da identidade dos beneficiários efectivos, à origem dos fundos e à actualização periódica das informações dos clientes. Esta situação expõe o sistema financeiro nacional a riscos elevados de utilização indevida por redes criminosas. O documento revela que, apesar da existência de normativos claros e directrizes actualizadas, muitas instituições continuam a adoptar práticas insuficientes, com processos internos ineficazes ou inexistentes. Entre os sectores avaliados, o bancário apresenta falhas mais evidentes, com deficiências na aplicação de medidas proporcionais ao nível de risco dos clientes.advertisement O Banco de Moçambique sublinha que estas debilidades comprometem a integridade e a credibilidade do sistema financeiro moçambicano, apelando a um reforço imediato dos mecanismos de controlo interno, à capacitação dos quadros e à adopção de tecnologias mais robustas para detecção de operações suspeitas. Com a intensificação do escrutínio internacional sobre a transparência e conformidade dos sistemas financeiros, o regulador nacional reitera que o incumprimento contínuo das normas poderá ter implicações reputacionais e económicas graves para o País, incluindo restrições no acesso ao sistema financeiro global. Texto: Felisberto Rucoa dvertisement

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