advertisemen tO Banco de Cabo Verde (BCV) informou nesta segunda-feira (29) que o sector das microfinanças cabo-verdiano, facilitador crescente de crédito para grupos vulneráveis ​​e empreendedores, vive uma situação de fragilidade, que tem sido acentuada por factores externos. “O domínio de microfinanças em Cabo Verde continua a evidenciar fragilidades estruturais, tanto pelo perfil das instituições como pela natureza dos clientes que atendem”, limitações que “foram acentuadas por factores externos, como as tensões geopolíticas internacionais, que condicionaram a estabilidade económica e social, impondo maiores desafios às instituições”, lê-se no último relatório sobre o sector, relativo a 2024. Segundo o BCV, apesar de haver progressos, é preciso “reforçar a capacitação de membros dos órgãos sociais e das equipas de gestão, de modo a garantir maior solidez na condução das instituições.” A falta de mecanismos eficazes de supervisão e de cumprimento de procedimentos, as limitações na qualidade da informação financeira reportada, o crescimento da carteira em risco em determinadas instituições e a concentração geográfica da actividade são outros dos riscos apontados pelo BCV. No retrato ao sector há também um alerta sobre “a baixa literacia financeira dos clientes, factor que continua a condicionar a utilização adequada dos serviços e a reduzir o impacto esperado das microfinanças na inclusão e desenvolvimento económico.” Quanto à oferta de produtos financeiros, “continua a observar-se uma reduzida diversificação, com predominância clara do microcrédito”, nota o BCV. De acordo com o relatório, três instituições concentram, em conjunto, “cerca de 85% da carteira de crédito concedido”, sendo que o crédito destinado aos sectores do comércio e dos serviços representou 41,17% da carteira bruta total. O público-alvo do sector mantém-se, em grande parte, constituído por populações de baixos rendimentos, caracterizadas por um perfil empreendedor, “dedicadas a actividades de rendimento ou interessadas em iniciar projectos produtivos com fins lucrativos.” No que se refere à distribuição por género, as mulheres representaram 59% do total de beneficiários. A representatividade do sector, medida pelo peso dos activos no Produto Interno Bruto (PIB) e pelo contributo para o total de activos do sistema financeiro nacional, permanece baixo, fixando-se, em 2024, em 0,53% e 0,39% respectivamente Os principais indicadores de desempenho evidenciam uma evolução do activo total do sector, que registou um crescimento de 6%, e, por outro lado, uma diminuição dos resultados líquidos em 25%, face a 2023 – mas a análise agregada de 2024 contempla dados de apenas cinco instituições, enquanto a de 2023 incluía seis. O ano transacto terminou com sete instituições de microfinanças registadas junto do BCV, o mesmo número de 2023 (cinco cooperativas e duas mutualidades), duas das quais “classificadas como de grande porte, em função da dimensão operacional e posição no mercado.” A representatividade do sector, medida pelo peso dos activos no Produto Interno Bruto (PIB) e pelo contributo para o total de activos do sistema financeiro nacional, permanece baixo, fixando-se, em 2024, em 0,53% e 0,39% respectivamente. O BCV tem promovido a consolidação e transformação das instituições de microfinanças através de um registo das entidades e dos respectivos membros dos órgãos sociais, bem como a separação entre actividades de natureza social e financeira. Fonte: Lusa

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