
O BCP está a dar gás à bolsa portuguesa ao subir 6,31% posteriormente anunciar lucros de 502,3 milhões de euros no primeiro semestre de 2025. A cotada portuguesa chegou a observar a uma subida superior a 7% no início da manhã. Uma nota de research da Jefferies dá conta de um “resultado financeiro que superou as expectativas em 19%, impulsionado pelas receitas e CoR”. O cenário da instituição bancária em território vernáculo é visto uma vez que positivo e com um poderoso incremento ao longo do ano, apostado na “recuperação das empresas e coligado à gestão de custos de repositório”. Sobre os restantes mercados, a estudo da Jefferies adianta que na Polónia se está a observar a um isolamento do mercado imobiliário e que o grupo se tem concentrado no mercado empresarial, enquanto “Moçambique parece estar perto do termo do provisionamento do risco soberno”. A ajudar a esta subida pode estar também o facto do setor bancário estar a crescer 1,06% na Europa, sendo a segunda dimensão que mais cresce no conjunto esta manhã. O lucro do BCP apresentou uma subida homóloga de 3,5%, mas contrariou a queda das taxas diretoras. A impulsionar os resultados entre janeiro e junho esteve também a margem financeira, que aportou um aumento de 3,3%, atingindo 1,44 milénio milhões de euros. Só a operação portuguesa apresentou lucros na ordem dos 424 milhões de euros, representando uma subida de 3,2%, sendo a que mais contribuiu na forma universal, embora a operação polaca tenha rendido mais 43% do que em junho de 2024. O CEO da instituição, Miguel Maya, referiu na apresentação dos resultados que o segundo trimestre foi marcado por “uma evolução positiva” e que as contas estavam alinhadas com o projecto estratégico apresentado ao mercado. Ainda assim, lembrou que o mundo está a “viver um contexto macroeconómico mais complicado do que o antecipado” com a guerra das tarifas a ter desenvolvimentos constantes.
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