Na apresentação desta revisão em Sintra, onde decorre o Fórum BCE até quarta-feira, Lagarde deixou a mensagem de que neste novo envolvente há “muitas razões para preocupação, mas uma coisa que não é preciso temer é o compromisso [do BCE] com a firmeza de preços”.
Nesta revisão, o BCE decidiu manter a meta de inflação nos 2%, considerando que “o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) permanece a medida dos preços adequada”.
No entanto, no transmitido sobre esta revisão, salienta-se a urgência da inclusão dos custos da habitação ocupada pelo proprietário na contabilização da inflação, um tanto que o gabinete de estatísticas europeu ainda não faz mas os governadores têm em conta.
O BCE inscreveu ainda nesta avaliação a “preço da tomada de medidas de política monetária adequadamente vigorosas ou persistentes em resposta a grandes desvios sustentados da inflação face ao objetivo, em ambos os sentidos, com vista a evitar que os desvios se enraízem através de uma desancoragem das expectativas de inflação”.
Esta consideração é válida tanto para choques desinflacionistas significativos, onde “é preciso ter em conta o limite subalterno efetivo das taxas de renda nominais”, uma vez que para choques inflacionistas, quando “é necessário considerar possíveis não linearidades na fixação de preços e salários”.
Para Lagarde, estas atualizações “asseguram que a ‘caixa de ferramentas’ se mantém apropriada”, tendo em conta que as “mudanças estruturais sugerem que o envolvente vai manter-se incerto e mais volátil”.
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