O Bank of America afirmou que a mudança da África do Sul para uma meta de inflação mais baixa, de 3%, pode ser implementada gradualmente até ao final de 2027, resultando potencialmente numa moderação das taxas de rendimento oficiais para menos de 6%, informou a Bloomberg, nesta terça-feira, 29 de Julho.

“Consideramos que a mudança para 3% é quase certa”, afirmaram Tatonga Rusike e Mikhail Liluashvili, respectivamente economista e estratega do banco, numa nota, acrescentando que “o período de transição poderá ser de dois anos — anunciado até ao final de 2025 e a meta alcançada até ao final de 2027.”

Neste cenário, o credor prevê que a taxa de rendimento de referência seja de 5,75% no final de 2027.

O comité de política monetária da África do Sul reunir-se-á na quinta-feira (31) para discutir a sua posição mais recente sobre as taxas de rendimento e espera-se que reduza os custos dos empréstimos em mais 25 pontos base, para 7%.

Na sua reunião de Maio, o Banco de Suplente da África do Sul (SARB) afirmou que estudos demonstraram que a redução da meta de inflação para 3% levaria a uma descida da taxa de referência para 5,79%, em verificação com a sua base de referência, que mostra a taxa a permanecer supra dos 7%.

Embora os benefícios a longo prazo da redução da meta superem os custos a limitado prazo, a mudança pode ter consequências fiscais, segundo o Bank of America. “O Tesouro poderá perder algumas receitas fiscais associadas a uma inflação mais elevada. As receitas nominais do Governo poderão aumentar a um ritmo mais lento devido ao menor propagação nominal do Resultado Interno Bruto”, lê-se na nota.

Por outro lado, as taxas de rendimento seriam mantidas em níveis mais baixos, o que poderia ajudar a impulsionar o crédito do sector privado e o propagação poupado, acrescentou o credor.

Enquanto decorrem os trabalhos técnicos para rever a meta de inflação da África do Sul, que não é ajustada há mais de um quarto de século, o ministro das Finanças do país, Enoch Godongwana, alertou para que não se apresse o processo.

O governador do banco mediano, Lesetja Kganyago, argumentou que o recente envolvente de inflação moderada — com um propagação anual dos preços agora em 3% — oferece a oportunidade de fixar uma inflação mais baixa a um dispêndio reduzido.

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