Desgraça de uns, sorte de outros. O ano de 2025 tem sido repleto de tensões, de guerras comerciais a conflitos armados. São más notícias para o mundo, mas boas notícias para o ouro – e para quem investe nele. Ativo-refúgio por superioridade, usado porquê suplente em tempos de incerteza, o metal valioso já subiu quase 30% leste ano e quase duplicou de preço desde finais de 2022.


Além de um acentuado aumento do interesse dos investidores em produtos porquê ETF de ouro, também os bancos centrais têm amontoado o metal amarelo em valores recorde. A volatilidade dos mercados e a boa performance desta matéria-prima são atrativos que levam quase metade dos bancos centrais do mundo a antecipar um aumento das reservas nos próximos 12 meses.


Num interrogatório do World Gold Council e do YouGov a 72 autoridades monetárias, consultado pela Bloomberg, 43% disseram que esperavam gabar as reservas no espaço de um ano, muito supra dos 29% que admitiram o mesmo no ano pretérito – é o número mais cimalha em oito anos. Nenhuma antecipava um recuo e quase todas consideravam que as reservas globais iam aumentar. O principal motivo assinalado para leste reforço foi o desempenho do ouro em tempos de crise, além do seu papel porquê suplente de valor.


Em pessoal, os bancos centrais de economias emergentes consideram que a falta de risco político do metal amarelo é um dos seus principais atrativos – 78% alegaram a falta de risco de incumprimento.


Nos últimos três anos, os bancos centrais acumularam mais de milénio toneladas de ouro por ano – o duplo da média anual registada na dez passada -, e de concórdia com a consultora Metals Focus, caminham para o mesmo volume leste ano.


Leste movimento de concentração de ouro pelos bancos centrais não é de hoje, com o ritmo de compra a duplicar desde o estalar da guerra da Ucrânia. Desde logo não parou. “Os países ocidentais deixaram de vender e os países de mercados emergentes começaram a comprar, estão a restabelecer o tardada e a edificar mais reservas de ouro”, disse à Bloomberg Shaokai Fan,  diretor mundial dos bancos centrais da WGC, um organização mercantil que representa as empresas de extração de ouro.


Secção do interesse advém também de um prostração do dólar, que se tem vindo a verificar com o sobressair da guerra mercantil, muito porquê um menor gosto por obrigações americanas. Essa tendência veio aumentar um movimento que já vinha a intercorrer e que levou os ativos em dólares americanos, na sua maioria títulos do Tesouro, a chegar aos 46% das reservas globais no final do ano pretérito.


Apesar deste recuo, os ativos em dólares continuam a liderar. Mas o ouro faz caminho e já ultrapassou mesmo o euro – é agora o segundo ativo preposto dos países. No final de 2024, o metal já representava 20% de todas as reservas mundiais, enquanto o euro somente 16%. 

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