advertisemen tO Banco Mundial vai apoiar Moçambique na implementação de um novo quadro de reformas macroeconómicas e estruturais, orientado para a estabilidade fiscal, para o fortalecimento da governação e para a dinamização do investimento produtivo. O compromisso foi reafirmado esta terça-feira (28), em Washington, DC, durante o encontro entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente do Banco Mundial, Ajay Banga. De acordo com o jornal O País, a reunião, realizada após a visita de Banga a Moçambique no início do ano, serviu para consolidar o novo quadro de parceria estratégica entre as duas partes, centrado em três pilares: energia, infra-estruturas regionais e reformas macroeconómicas. Segundo o chefe do Estado, o objectivo principal desta cooperação é apoiar a transformação económica do País, reforçando a sua capacidade para gerir de forma sustentável as suas finanças públicas e promover um crescimento inclusivo.advertisement “Moçambique pretende posicionar-se como um centro regional de energia eléctrica, com projectos estruturantes como Mphanda Nkuwa, no Zambeze, com 1500 MW, e Temane, com 450 MW, que permitirão reforçar a oferta interna e exportar energia para os países vizinhos”, explicou Chapo. Além do sector energético, o encontro destacou a importância dos corredores de desenvolvimento — Maputo, Beira e Nacala — considerados vitais para a integração económica regional. Ajay Banga propôs uma abordagem abrangente e integrada para estes corredores, combinando infra-estruturas com agricultura, agro-processamento e desenvolvimento urbano, de modo a gerar emprego e valor local. O Banco Mundial comprometeu-se a apoiar financeiramente os projectos estratégicos e as reformas macroeconómicas em curso, incluindo a digitalização da administração pública, o alargamento da base tributária e o reforço da transparência orçamental, considerados fundamentais para a sustentabilidade das contas públicas. O objectivo principal desta cooperação é apoiar a transformação económica do País Banga reconheceu os progressos de Moçambique na estabilização económica e na utilização dos seus recursos naturais — sol, água e gás — e manifestou confiança na liderança do País para concretizar as oportunidades de desenvolvimento existentes. O novo quadro de parceria, que será detalhado nos próximos meses, deverá definir os instrumentos de financiamento e garantia para apoiar projectos de energia, agricultura e infra-estruturas, reforçando o papel do Banco Mundial como parceiro central na agenda de reformas e modernização económica de Moçambique. O novo entendimento entre o Governo moçambicano e o Banco Mundial surge num contexto em que a instituição financeira internacional tem vindo a reforçar a sua presença em sectores estratégicos nacionais, nomeadamente energia, infra-estruturas e governação económica. Nas últimas semanas, o Diário Económico noticiou que o Banco Mundial prepara um novo ciclo de cooperação quinquenal com Moçambique, centrado na transição energética e na diversificação produtiva, ao mesmo tempo que reviu em baixa as previsões de crescimento para 2025, fixando-as em torno dos 3%, devido a desafios macroeconómicos persistentes. O alinhamento entre o plano de reformas apresentado por Maputo e a nova estratégia do Banco Mundial é, assim, visto como decisivo para restaurar a confiança dos parceiros internacionais e criar bases mais sólidas para um crescimento económico sustentável e inclusivo.advertisement
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