a d v e r t i s e m e n tO Banco Mundial destacou nove países africanos que, em 2025, figuram nos escalões mais elevados de rendimento a nível global, colocando Cabo Verde, Botsuana e Maurícia entre as economias de maior solidez do continente.

De acordo com a classificação anual, baseada no Rendimento Nacional Bruto (RNB) per capita e divulgada esta semana, apenas as Seicheles atingem o estatuto de país de alto rendimento em África, beneficiando do dinamismo do sector do turismo, da estabilidade institucional e de um elevado rendimento.

Outros oito países encontram-se na categoria de rendimento médio-alto: Argélia, Botsuana, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, África do Sul e Maurícia. O Banco Mundial sublinha que estes casos reflectem percursos distintos, em que a exploração de recursos naturais como petróleo e gás, a diversificação económica, o investimento em serviços e o fortalecimento institucional foram determinantes.

Entre os exemplos, a Argélia, a Líbia, o Gabão e a Guiné Equatorial devem a sua posição sobretudo às receitas provenientes de hidrocarbonetos, enquanto Botsuana e Maurícia consolidaram economias diversificadas, com destaque para os sectores financeiro, turístico e industrial.

Cabo Verde, por sua vez, é apontado como exemplo de resiliência de uma pequena economia insular que soube apostar na estabilidade macroeconómica, no turismo e em políticas de integração regional.

A África do Sul mantém-se também como uma das maiores economias do continente, sustentada pela sua base industrial e pelo peso do sector financeiro, apesar das dificuldades sociais e estruturais que enfrenta.

No conjunto, os nove países africanos que integram estas duas categorias representam uma minoria num continente onde muitos Estados continuam a enfrentar graves desafios de desenvolvimento.

O Banco Mundial assinala que, embora o avanço destas economias seja um sinal de progresso, persistem desigualdades profundas e elevados níveis de pobreza em vários países vizinhos, o que evidencia o contraste entre trajectórias de sucesso e realidades ainda marcadas pela estagnação.

Texto: Business Insider

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