a d v e r t i s e m e n tO Banco Mundial alertou que falhas graves na cadeia de abastecimento alimentar estão a agravar a insegurança alimentar em África, onde mais de seis em cada dez pessoas enfrentavam, já em 2022, situações moderadas ou graves de falta de acesso a alimentos. A instituição identificou problemas estruturais nos portos, nos transportes e na logística, que provocam atrasos, encarecem os preços e aumentam as perdas pós-colheita.

Segundo um relatório da instituição, apenas quatro produtos – mandioca, milho, arroz e trigo – representam 45% da ingestão calórica no continente, mas grande parte destes alimentos depende de importações. Em média, os alimentos percorrem cerca de 4 mil quilómetros em 23 dias até chegarem ao consumidor, quatro vezes mais do que na Europa, o que potencia perdas, deterioração e escassez.

As deficiências são particularmente graves nos países mais vulneráveis, onde estradas em mau estado, portos congestionados e sistemas de armazenamento inadequados limitam tanto o escoamento da produção local como a chegada de alimentos importados. Estima-se que, só na África Subsaariana, até 40% das frutas e legumes e 25% do arroz e do milho se percam antes de chegarem ao mercado.

O Banco Mundial defende investimentos urgentes em infra-estruturas, logística e regulação portuária para reduzir perdas, estabilizar preços e garantir maior disponibilidade de alimentos. As propostas incluem intervenções em dez grandes portos africanos que movimentam o equivalente a 78 mil milhões de quilocalorias por ano, considerados estratégicos para a segurança alimentar do continente.

Fonte: e-Global

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