advertisemen tO banco central da África do Sul foi alertado para a necessidade urgente de adoptar uma política monetária mais flexível que considere os riscos climáticos. A recomendação surge de uma nova pesquisa que sublinha as limitações das ferramentas tradicionais quando estas não têm em conta os impactos das alterações climáticas. “As ferramentas tradicionais de política monetária podem ser insuficientes ou menos eficazes se os riscos climáticos não forem integrados no processo de tomada de decisões”, escreveram os autores Admire Chirume, James Hurungo e Brandon Chinoperekweyi, num estudo publicado recentemente pelo banco central. De acordo com o documento, foram realizados testes de cenários para um horizonte de 50 anos. Os resultados mostraram que secas, inundações, mudanças nos padrões de precipitação e falhas no abastecimento em sectores como a agricultura aumentam os custos de produção, o que acaba por pressionar as taxas de juro para níveis mais altos. O banco central estabeleceu uma meta de inflação entre 3% e 6%. No entanto, no mês passado, os decisores políticos afirmaram que pretendem atingir o limite inferior dessa faixa. Os investigadores alertam, porém, que fenómenos climáticos extremos tornam esse objectivo cada vez mais difícil de alcançar. Nos últimos anos, a África do Sul tem enfrentado secas severas e inundações com grande impacto económico e social. Estes choques climáticos não só fazem subir os preços, como influenciam as expectativas de inflação, reduzem o crescimento económico e agravam o desemprego, actualmente em 33,2%. O estudo acrescenta que, em períodos de maior pressão climática, os investimentos tendem a recuar e a volatilidade da taxa de câmbio intensifica-se. “O banco central deve desenvolver políticas de taxas de juro baseadas em informações climáticas que abordem de forma proactiva os choques climáticos esperados e inesperados”, concluíram os autores. Fonte: Bloomberg

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