advertisemen tO Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) realizou nesta terça-feira (13), em Abidjan, o seu primeiro encontro com um grupo de instituições árabes de financiamento do desenvolvimento, com o objectivo de atrair mais recursos financeiros, numa altura em que os doadores ocidentais recuam. O novo presidente do BAD, Sidi Ould Tah, afirmou que o reforço das relações com o Grupo de Coordenação Árabe (GCA) é fundamental para colmatar o crescente défice de financiamento do desenvolvimento, à medida que países doadores, incluindo os Estados Unidos da América (EUA), reduzem a despesa externa. “O que é necessário agora é uma parceria mais estruturada, com um carácter verdadeiramente estratégico”, declarou o dirigente, que assumiu a pasta no ano passado. Tah afirmou que uma cooperação mais estreita com o GCA, que inclui o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África, o Fundo da Organização dos Países Exportadores do Petróleo (OPEP) para o Desenvolvimento Internacional e o Fundo Saudita para o Desenvolvimento, poderá mobilizar financiamento adicional de longo prazo para prioridades como a industrialização e a criação de emprego. As partes assinaram uma declaração formal que estabelece os novos termos de cooperação, incluindo prioridades de co-financiamento, segundo informou o BAD. Rami Ahmad, vice-presidente para as operações do Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional, afirmou que a nova abordagem envolverá a criação de uma plataforma de coordenação destinada a investimentos de grande escala e de longo prazo em várias regiões, em vez de investimentos pontuais em países individuais. As instituições financeiras árabes têm disponibilizado milhares de milhões de dólares, ao longo dos anos, para o desenvolvimento de África, em projectos como infra-estruturas, saneamento e agricultura. Tah afirmou que “choques externos” alargaram o défice de financiamento do desenvolvimento — a diferença entre o financiamento actualmente disponível e o montante que o BAD considera necessário para investir em portos, agricultura e outras infra-estruturas que permitam o desenvolvimento das economias africanas. Em Dezembro, o responsável estimou esse défice em 402 mil milhões de dólares por ano. Fonte: Reuters
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