advertisemen tO Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou um financiamento de 75 milhões de dólares para apoiar a empresa mineira sul-africana Nyanza Light Metals Pty Ltd (Nyanza) no impulso à industrialização dos abundantes recursos minerais de titânio de África, através da criação de valor acrescentado local no continente. De acordo com um comunicado datado de 29 de Outubro, e divulgado pelo BAD, o financiamento servirá de apoio ao desenvolvimento, construção e operação de uma fábrica de pigmentos de dióxido de titânio com capacidade para 80 mil toneladas por ano e infra-estruturas de apoio na Zona de Desenvolvimento Industrial de Richards Bay. A instalação mudará a situação dos fabricantes sul-africanos, que dependem quase inteiramente de importações caras de dióxido de titânio, um pigmento crucial utilizado em inúmeras indústrias, incluindo tintas e revestimentos, processamento de alimentos, cosméticos e aplicações médicas. Ao produzir dióxido de titânio localmente, o projecto estará a contribuir para a substituição de importações deste recurso, posicionando África na cadeia de valor global do pigmento. O pacote de financiamento do BAD inclui 25 milhões de dólares do Fundo Africa Growing Together (AGTF) ​​– uma iniciativa de co-financiamento entre o BAD e o Banco Popular da China. A contribuição do BAD faz parte de um pacote de financiamento sindicado organizado pela Corporação Financeira Africana e pelo Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank), que actuam como organizadores principais mandatados iniciais e bookrunners. Criação de empregos: um dos principais focos do financiamento do BAD Segundo o documento, espera-se que o projecto Nyanza gere mais de 2400 postos de trabalho domésticos durante a construção – 30% dos quais serão reservados para mulheres e 30% para jovens – e até 850 empregos directos qualificados quando estiver operacional, com metas de 45% para mulheres, 30% para jovens e 20% para pessoas com baixos rendimentos, o que ajudará a reduzir o desemprego na África do Sul e a promover a participação inclusiva no sector industrial sul-africano. Comentando o projecto, o vice-presidente do BAD para o Sector Privado, Infra-estrutura e Industrialização, Solomon Quaynor, afirmou que o investimento “reflecte o compromisso da instituição de impulsionar a transformação industrial do continente e mudar a narrativa de África, de uma região fortemente dependente da exportação de matérias-primas, para um continente globalmente reconhecido como um interveniente proeminente na valorização interna dos seus recursos naturais.” Segundo o responsável, ao apoiar a Nyanza a investir em infra-estruturas e na rentabilização dos recursos naturais locais, “estamos a contribuir para mudar o antigo paradigma africano de exportar matérias-primas de baixo valor e depender fortemente da importação de produtos acabados; estamos a construir uma economia industrial que criará oportunidades inclusivas para milhões de pessoas em todo o continente.” O pacote de financiamento do BAD inclui 25 milhões de dólares do Fundo Africa Growing Together Por sua vez, o presidente e CEO da Nyanza, Donovan Chimhandamba, destacou a aprovação do BAD como um “marco crucial, não apenas para a Nyanza, mas para o futuro industrial de África. O banco traz mais do que financiamento; traz credibilidade, parceria estratégica e um compromisso de longo prazo com a transformação do continente. Este apoio confirma a nossa missão de liderar a beneficiação de minerais e posiciona a Nyanza como um motor da industrialização inclusiva.” “Há muito que África exporta minerais em bruto, apenas para importar de volta produtos acabados de alto valor feitos a partir desses mesmos recursos, a um preço superior. Este ciclo tem limitado o crescimento industrial e a capacidade do continente de beneficiar plenamente da sua riqueza natural. Com o apoio do BAD, estamos a mudar isso através da construção de um complexo de beneficiação de titânio de classe mundial para processar minerais africanos localmente para os mercados globais. Trata-se de recuperar valor, criar empregos e construir uma base industrial que capacite jovens, mulheres e empreendedores”, acrescentou. O projecto apoia o objectivo estratégico do BAD de construir infra-estruturas resilientes às alterações climáticas e promover a valorização dos recursos naturais. Espera-se também que catalise o crescimento do sector privado, estimule a criação de indústrias relacionadas e cadeias de abastecimento locais e diversifique a base de exportação da África do Sul através de uma maior participação nas cadeias de valor globais.

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