advertisemen tO presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Sidi Ould Tah, e o ministro das Finanças do Luxemburgo, Gilles Roth, comprometeram-se a aprofundar a cooperação, nas vésperas da 17.ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17), a janela de financiamento concessional do BAD. De acordo com um comunicado, os dois líderes reuniram-se à margem dos Encontros Anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional de 2025, em Washington, Estados Unidos da América (EUA). Foi a sua primeira reunião bilateral oficial desde que Ould Tah assumiu o cargo em Setembro. As discussões reafirmaram a parceria de longa data e o compromisso comum com a cooperação multilateral e a transformação económica de África. As conversações destacaram o apoio contínuo do Luxemburgo ao crescimento sustentável e inclusivo nas economias mais vulneráveis do continente. O Luxemburgo continua a ser um dos principais contribuidores mundiais para a ajuda pública ao desenvolvimento, alocando consistentemente 1% do seu rendimento nacional bruto à cooperação para o desenvolvimento – bem acima da meta de 0,7% recomendada pelas Nações Unidas e pelo Comité de Ajuda ao Desenvolvimento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). No âmbito do ADF-16, a contribuição do Luxemburgo ascendeu a 14,6 milhões de dólares, um aumento de 10% em relação ao ciclo anterior, reflectindo a confiança do país no impacto do Fundo, particularmente em matéria de acção climática, governação, igualdade de género e desenvolvimento do sector privado. “As necessidades de desenvolvimento de África continuam a ser consideráveis, particularmente em áreas como a educação, a energia, a tecnologia, as infra-estruturas e a luta contra as alterações climáticas”, afirmou o ministro Roth, acrescentando que “o centro financeiro do Luxemburgo, com a sua experiência em financiamento sustentável e investimento de impacto, está bem posicionado para canalizar capital privado para estas prioridades. Continuaremos a trabalhar em conjunto com o BAD para reforçar o ambiente de investimento em África e construir um futuro mais equitativo, resiliente e sustentável.” Por sua vez, Ould Tah congratulou-se com o apoio contínuo do Luxemburgo, descrevendo-o como “um parceiro firme” do BAD: “A sua liderança em financiamento sustentável e o seu compromisso com o multilateralismo eficaz continuam a fazer uma diferença real em todo o continente”, disse Tah, acrescentando que “à medida que nos aproximamos da sessão de compromissos do ADF-17, em Dezembro, a parceria do Luxemburgo será fundamental para mobilizar recursos que impulsionem a resiliência, a inclusão e a prosperidade partilhada, produzindo um impacto que se estende muito além das fronteiras de África.” A 17.ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17) é o ciclo de financiamento para o período 2026-28, que envolve negociações e compromissos de doadores para garantir recursos concessionais destinados a 37 países africanos de baixa renda e para conseguir investimentos transformadores que criem empregos, reforcem a resiliência e libertem o potencial económico de África, contribuindo assim para a estabilidade global e promovendo a prosperidade partilhada A colaboração do Luxemburgo com o Banco vai além do financiamento concessional. O país também contribui para o Fundo Fiduciário para o Desenvolvimento dos Mercados de Capitais do BAD, do qual foi um dos dois doadores fundadores, e para o Mecanismo Africano de Inclusão Financeira Digital, ambos com o objectivo de promover a inovação financeira, alargar o acesso aos mercados e reforçar o ecossistema de investimento privado em África. Entretanto, desde a sua criação em 1972, o Fundo Africano de Desenvolvimento financiou quase três mil projectos, num total de mais de 45 mil milhões de dólares, ligando comunidades e melhorando o acesso à energia limpa, alimentos, educação e cuidados de saúde em 37 países africanos, quase metade dos quais são frágeis ou afectados por conflitos. A 17.ª reposição do Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF-17) é o ciclo de financiamento para o período 2026-28, que envolve negociações e compromissos de doadores para garantir recursos concessionais destinados a 37 países africanos de baixa renda e para conseguir investimentos transformadores que criem empregos, reforcem a resiliência e libertem o potencial económico de África, contribuindo assim para a estabilidade global e promovendo a prosperidade partilhada. O processo técnico da ADF-17 ocorreu entre 7 e 9 de Outubro de 2025 em Lusaka, Zâmbia, com a sessão final de compromisso prevista para Dezembro de 2025 no Reino Unido, que será o país anfitrião.
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