a d v e r t i s e m e n tÁfrica prepara-se para assumir um papel de liderança na energia limpa. No próximo Fórum de Investimento em Energia Africana do Grupo dos Vinte (G20), ministros, investidores privados e financiadores do desenvolvimento irão debater como os investimentos em infra-estruturas e energias renováveis de grande escala estão a transformar o panorama energético do continente.
Com redes transfronteiriças a expandirem-se e novos projectos de base e de armazenamento a surgirem, África apresenta-se cada vez mais como uma força emergente na industrialização sustentável e na integração regional, apoiada pelo vasto potencial solar, eólico, hidroeléctrico e geotérmico do seu território.
Investir em escala e conectividade
A infra-estrutura energética africana atravessa uma transformação crucial. Grandes projectos regionais de rede — como as interligações do Southern African Power Pool (SAPP), a expansão do East African Power Pool (EAPP) e os corredores de transmissão ligando Moçambique, Zâmbia e África do Sul — estão a redefinir o comércio energético transfronteiriço.
Paralelamente, a ascensão de parques solares e eólicos de grande escala, apoiados por tecnologias de armazenamento em baterias e redes inteligentes, está a criar nova capacidade de base que complementa a hidroenergia e o gás natural. Estes investimentos não apenas reforçam a segurança energética, como também reduzem o custo da energia para consumidores industriais e urbanos.
Parcerias impulsionando a transição
No Fórum do G20, espera-se que os participantes explorem mecanismos de financiamento misto, garantias de risco e instrumentos de obrigações verdes para acelerar a participação do sector privado na cadeia de valor das energias renováveis. Instituições multilaterais, como o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Corporação Financeira Internacional e Banco Mundial, promovem estruturas que mitigam riscos de investimento, garantindo simultaneamente salvaguardas ambientais e sociais.
Uma plataforma para políticas e acção
A sessão reflecte um consenso mais amplo de que o futuro energético de África depende da coordenação regional e da inovação. À medida que se projecta que a procura de energia dobre até 2040, o sucesso do continente dependerá da expansão das redes de transmissão, da melhoria da capacidade de armazenamento e da utilização de parcerias público-privadas.
A transformação energética de África — outrora vista como um desafio de desenvolvimento — é cada vez mais reconhecida como uma fronteira de investimento. A plataforma do G20 oferece um lembrete oportuno de que a transição para uma energia mais limpa e fiável não é apenas possível, mas já está em curso.
Fonte: Further África
Painel