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Pelo menos 575 pessoas perderam a vida em acidentes de viação no País entre Janeiro e Agosto deste ano, um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2024. A informação foi tornada pública na terça-feira, 9 de Setembro, em Maputo, pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, que reconheceu existirem “desafios críticos” na segurança rodoviária do País.

Segundo o porta-voz, citado pelo jornal O País, “de Janeiro a Agosto do corrente ano, registaram-se 575 óbitos devidos a acidentes, contra 504 nos primeiros oito meses de 2024. O mesmo se verifica em relação aos danos materiais, que também apresentam uma tendência crescente.”

Os dados oficiais indicam que, no mesmo período, ocorreram 430 acidentes de viação no território nacional, mais 20 do que em 2024, quando se registaram 410 sinistros.

Inocêncio Impissa salientou que os números reflectem a gravidade da situação rodoviária do País. “O que aconteceu nos primeiros oito meses deste ano apenas confirma que enfrentamos desafios críticos de segurança rodoviária, com 30 mortes por cada 100 mil habitantes, o que equivale a entre sete mil e dez mil mortes anuais, directas e indirectas, relacionadas com acidentes de viação”, referiu.

As estatísticas mais recentes revelam que, na segunda-feira (8), dez pessoas perderam a vida em dois acidentes ocorridos na província de Maputo. Um dos sinistros deu-se ao início da madrugada no distrito de Moamba, provocando nove mortos e oito feridos, enquanto o segundo ocorreu à tarde, entre os bairros Matola-Gare e Malhampsene, envolvendo dois veículos pesados. O Governo aponta o consumo de álcool como uma das principais causas dos acidentes.

O porta-voz do Conselho de Ministros reconheceu também que a rede viária nacional apresenta “deficiências” e apelou a esforços colectivos para reduzir o número de mortes. “Temos consciência de que a melhoria das nossas estradas é uma das acções mais prementes no contexto da redução dos acidentes de viação. Contudo, em estradas como a N4, que estão em melhor estado, também ocorrem situações como as de ontem, pelo que é evidente que a luta deve ser travada em várias frentes e de forma concertada”, sublinhou.

A 18 de Agosto, outros três acidentes provocaram 35 mortos e 13 feridos, segundo dados das autoridades nacionais.

As taxas de sinistralidade rodoviária no País são consideradas “dramáticas”, sendo o excesso de velocidade e a condução sob efeito de álcool apontados como as principais causas. Para inverter esta tendência, o Governo aprovou, a 15 de Abril de 2025, o Plano de Acção para a Segurança Rodoviária, que prevê um reforço da fiscalização, alterações legislativas, intervenções em pontos críticos e maior consciencialização comunitária.a d v e r t i s e m e n t

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