a d v e r t i s e m e n tA empresa sul-africana de produção de ferro-ligas de manganês Transalloys, que opera a última fundição deste mineral em funcionamento na África do Sul, poderá ter de encerrar a fábrica e cortar centenas de postos de trabalho se os custos crescentes da electricidade não forem reduzidos.

Mais de uma dúzia de fundições fecharam na África do Sul nos últimos anos, alegando altos custos de electricidade, o que levou à perda de milhares de empregos.

O CEO da Transalloys, Konstantin Sadovnik, afirmou à emissora de televisão local Newzroom Afrika nesta terça-feira, 30 de Dezembro, que o negócio tem registado prejuízos há cerca de três anos, principalmente devido ao aumento acentuado dos custos de energia, que representam quase 40% das despesas totais.

A empresa planeia cortar cerca de 600 empregos directos, uma medida que poderá afectar até sete mil meios de subsistência na economia mais ampla do município de eMalahleni, onde está sediada. “Os seus empregos estão realmente em risco”, declarou Sadovnik.

O responsável destacou que a fábrica poderá ser encerrada temporariamente enquanto se aguarda uma solução a curto prazo ou fechada definitivamente, dependendo se as fundições de manganês forem incluídas numa proposta de estrutura de preços da electricidade que está a ser discutida pelo Governo e pela indústria do ferrocromo.

A África do Sul é o maior produtor mundial de manganês, que é utilizado na produção de aço, mas exporta a maior parte do mineral na forma de minério devido à capacidade limitada de fundição.

A entidade reguladora da energia do país, Nersa, está actualmente a rever um ajuste provisório da tarifa de energia para fundições em dificuldades no sector do ferrocromo, com o Governo também a trabalhar num mecanismo de longo prazo para apoiar preços competitivos.

“A energia é o nosso maior factor de custo”, disse Sadovnik, acrescentando que a Transalloys está a competir com fundições no exterior cujos custos de electricidade são “aproximadamente metade” dos níveis regulados da África do Sul.

A empresa espera uma resolução nos próximos dois meses. A reestruturação prosseguiria por volta de Fevereiro, caso não fosse encontrada uma solução.

Fonte: Reuters

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