
Audrey Plonk falou na conferência da Anacom ‘Inteligência Artificial: Os Desafios da Inovação e da Regulação’, que decorreu no Museu do Oriente, em Lisboa. “Portanto, com o aumento das capacidades da IA, estamos a começar a ver que a IA está a permear setores e isso é um bom sinal em termos de ganhos de produtividade e crescimento económico”, referiu a responsável. Num estudo conjunto com a Comissão Europeia, “que publicaremos em breve, revimos as estratégias nacionais de IA e as iniciativas políticas dos Estados-membros da UE a fim de apoiar o desenvolvimento da adoção de sistemas de IA”, acrescentou Audrey Plonk. O documento examinou “também as iniciativas para promover a adoção da IA no setor público”, prosseguiu. “O trabalho que temos vindo a desenvolver com a Comissão nos últimos 18 meses para rever as estratégias nacionais de todos os Estados-membros da UE inclui uma parte sobre o setor público, mas também analisa a saúde, a agricultura, a produção alimentar, a mobilidade, o clima e o ambiente”, apontou. Estas áreas “surgem como prioridades em todos os Estados-membros, prosseguiu Audrey Plonk, que adiantou que há muito mais informação que irá sair da OCDE nas próximas semanas e meses, referindo que “24 Estados-membros relataram iniciativas para apoiar a utilização da IA no setor público”. Quinze Estados-membros destacaram projetos em eficiência energética, redução de emissões e gestão de resíduos e 17 reportaram iniciativas em mobilidade, que vão desde a otimização do tráfego aos veículos autónomos, elenca. Dois terços reportaram iniciativas na agricultura e na produção alimentar, particularmente na agricultura de precisão. “E, claro, há muita coisa a acontecer na área da saúde, e fico-me por aqui, porque não temos tempo para aprofundar”, rematou. Os governos “estão cada vez mais, pelo menos os nossos membros (…), a reconhecer que a difusão da IA entre empresas é uma impulsionadora da inovação e da produtividade”, adiantou. Como uma das duas diretoras-adjuntas da Direção da Ciência, Tecnologia e Inovação (STI), Audrey Plonk é responsável pela carteira de trabalho da OCDE em matéria de política digital, que inclui a governação e os fluxos de dados, a inteligência artificial e as tecnologias emergentes, a segurança e a proteção em linha, bem como a conetividade e as infraestruturas, lê-se na sua nota biográfica. Leia Também: Novas competências de IA da Anacom vão implicar novas contratações
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