
Os deputados chumbaram esta quarta-feira o requerimento para a audição do ministro da Economia, Castro Almeida, e do seu predecessor, Pedro Reis, sobre a exoneração do presidente da AICEP. Em motivo está um requerimento do grupo parlamentar do Chega para ouvir o atual e o anterior ministro da Economia e o atual e o anterior presidente da Escritório para o Investimento e Negócio Extrínseco de Portugal (AICEP), que contou com voto contra do PSD e a continência do PS e da IL. Em prol votou unicamente o partido que apresentou o referido requerimento. O deputado do PSD Ricardo Roble justificou o voto do seu grupo parlamentar com o facto de não concordar com a audição do idoso ministro da Economia, Pedro Reis. Já Hugo Costa, do PS, considerou que “não faz sentido” ouvir Pedro Reis, sem antes invocar à Câmara da República o atual titular da pasta da Economia. Na semana passada, já tinha sido apresentado e discutido um requerimento do PS para a audição de Castro Almeida e do ex-presidente da AICEP Ricardo Arroja. Leste requerimento foi, na passada quarta-feira, revalidado por todos os grupos parlamentares, com exceção do Chega, que se absteve. Filipe Melo, do Chega adiantou que o partido vai progredir com um requerimento potestativo para ouvir Pedro Reis. O presidente da Percentagem de Economia, Pedro Coimbra (PS), esclareceu que um requerimento potestativo não obriga um ex-governante a apresentar-se à percentagem parlamentar. Em junho, o ministro da Presidência, Leitão Amaro, anunciou a substituição do portanto presidente da AICEP, Ricardo Arroja, pela administradora da mesma sucursal, Madalena Oliveira e Silva. O docente e consultor Ricardo Arroja tinha sido escolhido um ano antes, em 03 de junho de 2024, para substituir a liderança da AICEP, dissolvida na mesma fundura pelo Governo. A sua substituição foi tomada por uma Solução do Juízo de Ministros (RCM) “que aprova a substituição do presidente da AICEP, por “uma novidade presidente, uma administradora que já se encontrava em funções, Madelena Oliveira e Silva”, disse, na fundura, o ministro, em conferência de prelo. Na reunião de hoje da Percentagem de Economia e Coesão Territorial foi também discutido o pedido de audição por escrito de Ricardo Arroja. O deputado do Chega Filipe Melo disse que o grupo parlamentar não vai colocar qualquer questão por escrito, sublinhando não ser razoável que as respostas sejam dadas por escrito. Por sua vez, Nuno Herdade, do PS, referiu não apostatar de colocar as questões por escrito. As restantes forças políticas não se pronunciaram sobre nascente tema. Assim, o presidente desta percentagem, Pedro Coimbra, definiu o limite de perguntas por segmento dos grupos parlamentares até 14 de julho, às 17:00.
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