
O teste foi feito em 19 de novembro pelo Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), unidade do IST, num equipamento que “irá ajudar a estudar fenómenos que só ocorrem quando se viaja várias vezes acima da velocidade do som”, como os associados à reentrada de foguetões e naves espaciais na atmosfera terrestre ou à exploração de atmosferas de planetas como Marte, Vénus e Júpiter ou da lua Titã, de Saturno. Em comunicado, o IST refere que o teste, realizado em “condições reais” no tubo de choque ESTHER, localizado no ‘campus’ de Loures, assinala “a entrada de Portugal na capacidade experimental de estudo destes fenómenos”. O Técnico explica que a operação do tubo de choque, controlada remotamente, por razões de segurança, “envolve condições físicas exigentes, nomeadamente a utilização de misturas de hidrogénio, oxigénio e hélio a pressões muito elevadas”. Entrevistámos a investigadora e professora catedrática do Instituto Superior Técnico na área de Inteligência Artificial, Inês Lynce, sobre a utilização, riscos e boas práticas de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para saber mais sobre candidatos eleitorais. Miguel Patinha Dias | 11:47 – 13/01/2026 O “escoamento hipersónico” produzido corresponde a velocidades cinco ou mais vezes superiores à do som no ar, elevando os gases a “temperaturas e pressões extremas”. A temperatura atinge valores superiores aos da superfície do Sol e a luz provocada pela onda de choque gerada assemelha-se a um clarão das estrelas cadentes. Segundo o IST, o equipamento deverá, a médio prazo, apoiar o planeamento de missões da Agência Espacial Europeia (ESA), da qual Portugal é Estado-membro, e “contribuir para o desenvolvimento de competências nacionais na área do hipersónico, através de parcerias com instituições académicas e empresas portuguesas”. Leia Também: Professores pedem proibição da IA em universidades e politécnicos
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