advertisemen tA primeira-ministra Benvinda Levi afirmou que os ataques terroristas na região Norte de Moçambique, inviabilizaram o ritmo de desenvolvimento, admitindo que se trata de uma batalha que não vai ser vencida a “curto prazo”, mas que é possível ser controlada. “Estamos a trabalhar para que Moçambique seja um país em paz. A situação do terrorismo no norte, de alguma forma, inviabilizou o nosso ritmo de desenvolvimento, mas o cenário já está a melhorar, contribuindo, inclusive, para a retoma do projecto da TotalEnergies”, descreveu. Citada pela Lusa, a governante garantiu que, apesar dos ataques, o País possui condições de segurança para receber investimentos. “O terrorismo é, de facto, um factor que nos deve preocupar. Não é uma batalha que vai ser vencida a curto prazo, mas é possível controlar e minimizar o seu impacto, por meio do envolvimento de outros actores que já são conhecidos, e que nos têm apoiado nesta batalha.” Em Janeiro, a organização Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) estimou que 6418 pessoas tenham sido mortas desde o início dos ataques terroristas em 2017, envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que actuam na província de Cabo Delgado. “Dos 2298 eventos violentos registados, 2133 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique. A violência política no norte do País diminuiu significativamente no final de 2025, sendo Dezembro o auge da estação chuvosa, que restringe a mobilidade, tanto dos terroristas quanto das forças estatais e, consequentemente, reduz a capacidade de realizar operações”, descreveu a entidade. Num relatório, a instituição esclareceu que “apesar desse decréscimo sazonal, forças estatais, moçambicanas e ruandesas, entraram em confronto com o Estado Islâmico ao longo da costa e no interior, indicando uma nova seriedade no enfrentamento do grupo.” Desde Outubro de 2017, Cabo Delgado – província rica em recursos naturais, nomeadamente gás – tem sido palco de uma insurgência armada que já provocou milhares de mortos e originou uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos. Em Abril de 2025, os ataques alastraram também à vizinha província do Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreram na Reserva do Niassa e no Centro Ambiental de Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram bens, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Estes actos resultaram na morte de, pelo menos, duas pessoas, e levaram à deslocação de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.advertisement

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