
Embora os prejuízos ainda não tenham sido completamente apurados, a direção da associação algarvia disse que foi feita uma “consulta” aos produtores e operadores de citros da região e identificadas perdas “acentuadas”, que “de forma genérica, situam-se na ordem dos 25%, havendo variedades com perdas na ordem dos 40%”. “Essa é a situação generalizada devido ao prolongamento das condições climáticas, com altos teores de umidade, potencializadores de podridões e queda de frutas. Além da fruta caída no chão, uma quantidade substancial, embora ainda na árvore, já está podre, o que resultará na continuação de queda de frutas ao longo das próximas semanas”, explicou a AlgarOrange em comunicado. Além dos danos causados à fruta, também houve pomares que foram atingidos por “fenômenos extremos de vento, chuva e granizo”, apontou, reconhecendo que os preços devem sofrer “alguma alta junto à produção”. Os produtores também vão se deparar com custos associados à colheita que “aumentaram de forma substancial”, ressaltou. “As condições de trabalho das equipes de colheita se tornaram verdadeiramente difíceis. Para continuar abastecendo o mercado, a colheita é feita no frio e na chuva. Em muitos pomares, os tratores afundam na terra saturada de água e os frutos têm que ser retirados apenas pelas pessoas”, justificou a associação. A AlgarOrange apelou aos produtores afetados para fazerem notificações a reportar dando à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, com conhecimento para a FEDAGRI – Federação da Agricultura Algarvia. “Esse é o procedimento a ser seguido para pressionar o governo a abrir edital de apoio”, acrescentou. Depois de serem afetados pela seca nos últimos anos, os citricultores gaúchos foram agora afetados por chuvas intensas que restauraram os níveis de água depauperados nas barragens, mas a precipitação intensa registrada nos últimos dias já está tendo efeitos negativos nos campos e nas produções. Dezesseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A décima sexta vítima é um idoso de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia consertar o telhado da casa de uma parente, no município de Pombal, e que morreu no dia 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC). A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O governo prorrogou a situação de calamidade até domingo para 68 municípios e anunciou medidas de apoio de até R$ 2,5 bilhões. Leia Também: Tempo ruim. Posto de Comando Municipal de Sertânia desativado
Painel