
Ásia atinge novos máximos com novas negociações entre EUA e China a animarem investidores
Os principais índices asiáticos atingiram novos recordes, tanto intradiários como de fecho com sinais de atenuação das tensões comerciais entre Pequim e Washington a ajudar a impulsionar o otimismo dos investidores após a recente volatilidade ligada a preocupações com os bancos regionais dos EUA. O índice regional MSCI Ásia-Pacífico subiu quase 2%, numa altura em que os futuros europeus apontam igualmente para uma abertura em alta e avançam 0,8%.
Por um lado, as ações japonesas ganharam terreno com as expectativas de que Sanae Takaichi, seja eleita a próxima primeira-ministra do Japão. Já as ações chinesas seguiram o mesmo rumo, com os investidores a parecer ignorar dados que mostraram que o crescimento económico da segunda maior economia mundial desacelerou para o ritmo mais fraco em um ano, concentrando-se antes no que parece ser uma retórica menos agressiva em relação à guerra comercial em curso entre a China e os EUA.
Entre os principais índices da região, todos terminaram a sessão em máximos de fecho, tendo igualmente atingido novos recordes durante a sessão. Pelo Japão, o Nikkei subiu 3,08% e o Topix ganhou 2,25%. Já o sul-coreano Kospi avançou 1,63%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 2,20% e o Shanghai Composite ganhou 0,42%. Entre os movimentos, a SK Hynix – segunda maior fabricante de semicondutores da Coreia do Sul – saltou mais de 4%.
O grande catalisador do mercado pareceu ser uma menor tensão comercial entre a China e os EUA, depois de se saber que estará já agendada uma nova rodada de negociações comerciais entre os dois países, marcada para esta semana na Malásia, com o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng.
“Os mercados estão a prever que as coisas vão acalmar”, escreveu à Bloomberg Kyle Rodda, da Capital.com. No entanto, resslava, “é provável que os mercados continuem nervosos até que tais recuos sejam explicitamente anunciados”.
Quando questionado pela Fox News no domingo sobre a sua ameaça de aumentar em 100% as tarifas sobre os produtos chineses, Trump disse que a taxa era “insustentável”, embora “pudesse ser mantida”. Os EUA “ficarão bem” com a China, acrescentou.
Nesta linha, o Presidente norte-americano listou as terras raras, o fentanil e a soja como fatores prementes na negociação entre os EUA e a China pouco antes de as duas partes voltarem à mesa de negociações e com uma frágil trégua comercial a aproximar-se do fim.
Painel