
Europa negoceia sem rumo com L’Oréal a perder 5%. Stoxx 600 a caminho de terceira semana seguida de ganhos
Os principais índices europeus estão a negociar sem rumo definido na última sessão da semana, com a apresentação de resultados trimestrais por parte de cotadas da região a permanecer em foco, depois de preocupações ligadas à inteligência artificial terem pressionado os mercados durante o dia de ontem.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,04%, para os 618,74 pontos, e está a caminho de fixar a sua terceira semana consecutiva de valorizações, depois de o “benchmark” ter fixado na quinta-feira um novo máximo histórico de 625,90 pontos no arranque da sessão.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX avança 0,02%, o espanhol IBEX 35 sobe 0,19%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,30%, o francês CAC-40 recua 0,35%, o neerlandês AEX soma 0,33%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista uma subida de 0,31%.
Embora o nervosismo dos investidores relacionado com a IA tenha agitado uma série de setores, incluindo as empresas de software e gestoras de ativos, a volatilidade sentida na sessão de ontem não parece ter prejudicado em grande medida a recuperação dos índices europeus.
“A incerteza permanecerá elevada no curto prazo, mas acreditamos que as ações irão recuperar a partir daqui, com lucros sólidos, apoio político e uma atividade de recompra mais forte no futuro”, disse à Bloomberg Ulrich Urbahn, da Berenberg.
Entre os setores, o tecnológico (+1,17%) lidera os ganhos, seguido pelas seguradoras (+0,79%). Já do lado das perdas, o dos bens domésticos (-1,10%), o setor dos químicos (-0,87%) e do imobiliário (-0,86%) são os que registam as desvalorizações mais expressivas.
Quanto aos movimentos do mercado, a L’Oréal perde perto de 5%, depois de as vendas da empresa nos últimos meses do ano passado terem ficado aquém das estimativas do mercado. A Capgemini, por seu turno, pula 3%, influenciada por comentários do diretor executivo da empresa francesa, Aiman Ezzat, que disse que estavam a “mudar claramente de rumo” para facilitar a adoção da IA, o que esperam vir a impulsionar as vendas neste ano, cita a Bloomberg.
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