
Ásia fecha última sessão da semana com ganhos. Dona da Uniqlo dispara quase 11%
Os principais índices asiáticos encerraram a última sessão da semana com ganhos em praticamente toda a linha, depois de terem perdido terreno nas últimas duas sessões, num dia em que dados sobre o emprego nos EUA e uma decisão do Supremo Tribunal de Justiça norte-americano sobre tarifas serão acompanhados de perto pelos investidores. Na Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 ganham cerca de 0,40%, apontando para uma abertura em alta.
Pelo Japão, o Nikkei subiu 1,61% e o Topix ganhou 0,85%. O sul-coreano Kospi – índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – avançou 0,75%, ao passo que o índice de referência de Taiwan deslizou 0,24%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,24% e o Shanghai Composite pulou 0,92%, tendo atingido um novo recorde durante a sessão nos 4.121,72 pontos.
No Japão, os índices foram impulsionados por um iene mais fraco e um salto nas ações da Fast Retailing (+10,67%), após a multinacional que possui marcas como a Uniqlo ter apresentado resultados que ficaram acima do esperado.
Já pela China, o Alibaba Group subiu mais de 4%, atingindo máximos de finais de novembro, após os planos da China de aprovar algumas importações dos chips H200 da Nvidia ainda neste trimestre. Outras empresas chinesas ligadas à área da inteligência artificial, como a Kuaishou Technology (+4,03%) e JD.com (+2,86%), também ganharam com o anúncio.
A empresa chinesa de inteligência artificial MiniMax estreou-se hoje em Hong Kong com subidas de 42,7% na abertura, após outro dos rivais da OpenAI no país, a Zhipu AI, ter subido 13% na estreia em bolsa.
Agora, os investidores estão a preparar-se para dois eventos que poderão trazer uma acrescida volatilidade aos mercados, marcando um dos maiores testes para as ações globais desde o “sell-off” do “Dia da Libertação” de Donald Trump em abril. Os dados sobre o emprego nos EUA em dezembro são particularmente importantes pelas pistas que poderão dar sobre a trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico.
Além disso, o Supremo Tribunal norte-americano também decidirá hoje o destino da maioria das tarifas de Trump.
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