Ásia fecha mista com China pressionada por plano de exportação de terras raras


Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira sem rumo definido, depois de um “rally” ligado ao possível fim da paralisação do Governo Federal dos EUA ter ontem impulsionado as ações ao nível global. A recuperação dos ativos de risco parece ter estagnado pela Ásia, depois de notícias de que a China estará a desenvolver um sistema de exportações de terras raras que pode vir a complicar o acesso de algumas empresas americanas a estes recursos. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam a esta hora 0,40% e apontam para uma abertura com ganhos.


Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,14% e o Topix valorizou 0,13%. Também o sul-coreano Kospi registou ganhos e pulou 0,81%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong avançou ligeiros 0,076% e o Shanghai Composite perdeu 0,39%.


O sentimento dos investidores enfraqueceu depois de o Wall Street Journal ter noticiado que, embora a China vá acelerar a aprovação da exportação de terras raras para a maioria das empresas, excluirá as que têm ligações às forças armadas dos EUA.


A notícia “sugeriu uma potencial lacuna no compromisso entre os EUA e a China sobre os controlos de exportação da China e criou um certo grau de incerteza sobre a durabilidade do cessar-fogo comercial por um ano”, disse à Bloomberg Homin Lee, da Lombard Odier Singapore.


Isto depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter negociado um acordo com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, que prevê a redução das tarifas sobre os produtos chineses importados pelos EUA em troca da remoção, por Pequim, das restrições às exportações de minerais críticos.


Entre os movimentos do mercado, a Xpeng disparou mais de 18% e chegou a tocar máximos de oito meses. Já a Sony subiu mais de 5%, após ter elevado o seu “outlook”. Por sua vez, o SoftBank Group pulou quase 2%, depois de ter reportado um aumento dos lucros trimestrais, com uma recuperação do setor de tecnologia a ajudar a impulsionar o valor das participações detidas em empresas como a Nvidia e a Intel. Esta manhã, a multinacional japonesa indicou que vendeu todas as suas participações na Nvidia, por um valor de cerca de 5,8 mil milhões de dólares.


Do lado de lá do Atlântico, o “shutdown” do Governo Federal dos EUA, que bateu o recorde de 41 dias, está prestes a terminar esta quarta-feira, depois de o Senado ter aprovado uma medida de financiamento temporário apoiada por um grupo de oito democratas.

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