Ásia fecha mista com Baidu a disparar 17%. Índice regional renovou máximos Os índices asiáticos oscilaram entre ganhos contidos e perdas na sessão desta quarta-feira, antes de ser conhecida a decisão de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana, com os investidores a apostarem que o banco central dos EUA irá reduzir as taxas de juro pela primeira vez este ano. O Índice MSCI Ásia-Pacífico atingiu um novo recorde e recuperou das perdas iniciais, tendo fechado o dia a avançar 0,04%. Pela Europa, os futuros apontam para uma abertura com ganhos, numa altura em que o Eurostoxx 50 ganha 0,30%. Entre os principais índices chineses, o Shanghai Composite subiu 0,29%. Já o Hang Seng de Hong Kong pulou 1,77%. Pelo Japão, o Nikkei desvalorizou 0,10% e o Topix recuou 0,54%. Já o sul-coreano Kospi cedeu 1,19%. A atenção está voltada para a reunião da Fed, com alguns investidores a intensificarem as apostas de que o banco central irá realizar pelo menos um corte de 50 pontos-base numa das últimas três reuniões de política monetária restantes deste ano. “Os mercados permanecem num padrão de espera antes da decisão da Fed”, escreveu à Bloomberg Josh Gilbert, da eToro. “O maior risco é que a Fed pareça menos ‘dovish’ do que os mercados esperam”, acrescentou. Ainda pela Ásia, as tecnológicas chinesas cotadas em Hong Kong saltaram para o nível mais alto em quatro anos, com o otimismo em relação à inteligência artificial (IA) a impulsionar a procura por estas empresas. A Baidu pulou mais de 17%, depois de a Arete Research ter melhorado a classificação das ações da tecnológica de “venda” para “compra”. Já o Alibaba Group subiu quase 2%, após o Goldman Sachs ter aumentado o preço-alvo da empresa de tecnologia chinesa e elevado o valor estimado do seu negócio de “cloud”, citando os mais recentes modelos de IA da empresa. As ações asiáticas atingiram hoje o seu primeiro recorde em mais de quatro anos. O “boom” da Índia, o domínio de Taiwan no setor dos chips e o impulso das reformas no Japão atraíram alguns fundos globais para longe da China e têm vindo a impulsionar as ações da região. A Ásia está a apresentar um desempenho superior aos seus pares este ano, sendo que o Índice MSCI Ásia-Pacífico já ganhou cerca de 22% desde janeiro – e fixou hoje um novo máximo histórico -, superando os ganhos do S&P 500 e do Stoxx 600.

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