Ásia fecha entre ganhos e perdas depois de corte de juros nos EUA Os índices asiáticos oscilaram entre ganhos e perdas na sessão desta quinta-feira, com as ações de tecnologia a impulsionarem os índices japoneses e sul-coreano, num dia marcado pela flexibilização dos juros diretores nos EUA pela primeira vez este ano. Pela Europa, os futuros apontam para uma abertura com ganhos, numa altura em que o Eurostoxx 50 avança 0,30%. Entre os principais índices chineses, o Shanghai Composite caiu 1,21%. Já o Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,65%. Pelo Japão, o Nikkei valorizou 1,13% e o Topix ganhou 0,46%. Já o sul-coreano Kospi pulou 1,28%. Pelo Japão, os ganhos foram liderados por empresas de tecnologia, com o iene a registar perdas em relação ao dólar, depois de as expectativas de cortes agressivos nas taxas de juro pela Reserva Federal dos EUA terem sido, para já, descartadas. A atenção dos investidores voltou-se também para a disputa pela liderança do Partido Liberal Democrático, atualmente no poder no país asiático. Entre as cotadas nipónicas, a Nomura Research acabou por fechar o dia a ganhar quase 2%, enquanto a empresa química Resonac pulou mais de 11%. Já pela Coreia do Sul, a Samsung avançou 2,69% e a SK Hynix disparou mais de 5,55%. Já no que toca à flexibilização da política monetária nos EUA, embora o banco central tenha concretizado o corte, os responsáveis ​​salientaram que a política futura será decidida “reunião a reunião” e alertaram que “não existe um caminho sem riscos”. Mesmo assim, os membros da Fed preveem agora cerca de dois cortes adicionais de um quarto de ponto este ano, mais um do que o previsto em junho. “Vai ser tudo como de costume”, disse à Bloomberg Andrew Jackson, da Ortus Advisors. O mercado continuará “a perseguir a alta em tecnologia e IA, com muito pouca realização de lucros a emergir do evento do Fed, apesar de a maioria dos índices estar perto de seus máximos históricos”, acrescentou. Na sua reunião de ontem, a Fed reduziu as taxas de referência em um quarto de ponto percentual e previu mais duas reduções este ano, após meses de intensa pressão da Casa Branca para que o decisor de política monetária reduzisse os custos dos empréstimos. No Comité Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), 11 dos decisores votaram a favor de reduzir as taxas em 25 pontos-base e apenas um votou contra. Assim, as taxas diretoras fixam-se agora no intervalo de 4% a 4,25%. A única dissidência veio do governador da Fed Stephen Miran, um aliado próximo de Donald Trump, que foi a favor de uma redução maior.

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