Ásia fecha dividida. Futuros europeus cedem com conflito no Médio Oriente a pressionar
Os índices asiáticos fecharam entre ganhos e perdas, com os principais índices japonesas a avançarem, enquanto os mercados bolsistas em Hong Kong e na China cederam. Já pela Europa, os futuros seguem a perder 0,6% a esta hora, depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter apelado à evacuação de Teerão, em comentários que contrastaram com o anterior otimismo de que as tensões entre Israel e o Irão não iriam escalar para um conflito mais alargado.
Na Ásia, o Nikkei do Japão avançou 0,58%, enquanto o Topix subiu 0,34%. Já na China, o Shanghai Composite perdeu 0,20% e o Hang Seng de Hong Kong recuou 0,54%.
“As ações têm, em universal, resistido às recentes manchetes sobre o Médio Oriente, o que mostra que o mercado compreende que os casos passados foram, em universal, contidos e de curta duração”, disse à Bloomberg Billy Leung, da Global X ETFs. “Com exceção do ouro, não tem havido consistência no desempenho das classes de ativos depois incidentes semelhantes”, acrescentou o técnico.
Embora os mercados tenham inicialmente adotado uma postura cautelosa e sem risco para calcular o desenrolar do conflito, o sentimento melhorou à medida que os investidores especulavam que as tensões entre Telavive e Teerão poderiam ser contidas, passando o foco para o mercado petrolífero.
Os produtores do Médio Oriente enviam murado de um quinto da sua produção diária de crude através do Estreito de Ormuz, e os preços podem subir exponencialmente caso Teerão interrompa os envios de “ouro preto” através desta rota.
“Os preços do petróleo subiram devido a preocupações com a oferta, mas os efeitos na Ásia deverão ser controláveis, dada a menor trouxa petrolífera do que anteriormente e a inflação moderada”, escreveram os economistas do Morgan Stanley numa nota citada pela Bloomberg.
Na reunião dos G-7 em Alberta, Canadá, Trump e o primeiro-ministro nipónico, Shigeru Ishiba, não conseguiram chegar a um negócio mercantil. No entanto, o Presidente dos EUA e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, aproveitaram o encontro dos líderes das sete maiores economias mundiais para implementar o negócio mercantil entre os dois países.
No que toca à política monetária, o Banco do Japão (BoJ) deixou a sua taxa de referência inalterada, conforme esperado.
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