
Ásia encerra com índices divididos. IA impulsiona bolsas chinesas
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, com os índices japoneses a recuarem pelo terceiro dia consecutivo. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 recuam cerca de 0,10%, enquanto os futuros norte-americanos somam ganhos ligeiros de 0,30%.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,41% e o Topix cedeu 0,99%. O sul-coreano Kospi – índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – ganhou 0,49%, ao passo que o índice de referência de Taiwan desvalorizou 1,62%, pressionado pela queda de quase 2% da Taiwan Semiconductor Company (TSMC). Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong valorizou 0,61% e o Shanghai Composite avançou ligeiros 0,080%.
Nesta quarta-feira, os investidores estarão atentos à viagem do presidente Donald Trump ao Fórum Económico Mundial em Davos. O Presidente dos EUA disse que “provavelmente alcançará alguma coisa” sobre a Gronelândia. A ameaça de Trump de impor tarifas aos países europeus que rejeitaram a sua proposta de comprar a Gronelândia perturbou os mercados, levando os investidores a reavaliarem o risco após uma recuperação impulsionada pelas cotadas ligadas à inteligência artificial ter levado as ações globais a máximos históricos.
Pelo Japão, a venda de obrigações na terça-feira agravou a pressão sobre os mercados, aumentando as tensões causadas pela incerteza sobre as decisões políticas e comerciais dos EUA. “A Guerra Tarifária 2.0, ou Guerra Territorial 1.0, se preferirem, está em pleno andamento e tem potencial para causar perturbações significativas no mercado a curto prazo”, disse à Bloomberg Victoria Greene, da G Squared Private Wealth. “Muito depende de como serão as próximas semanas. Portanto, não estamos a fazer ‘vendas em pânico’, mas a observar atentamente e a preparar-nos para a volatilidade”, acrescentou a especialista.
Os bancos e as seguradoras estiveram entre os maiores contribuintes para a queda do Topix, com a Sumitomo Mitsui (-3,56%), Dai-ichi Life (-3,85%) e a T&D Holdings (-4,15%) entre as empresas com pior desempenho no Nikkei. As quedas ocorreram devido à volatilidade das obrigações do Governo japonês com maturidade a longo prazo, provocada pela promessa de redução de impostos da primeira-ministra Sanae Takaichi. As ações do setor do retalho e dos alimentos também recuaram após fortes ganhos nas últimas sessões, com os investidores a aproveitarem para realizar lucros.
Já os índices chineses desafiaram o recuo dos mercados, à medida que a nova promessa dos decisores políticos de acelerar os esforços para desenvolver soluções de inteligência artificial ao nível nacional seguem a impulsionar o sentimento dos “traders”. A Loongson Technology disparou 20%, enquanto a Hygon Information Technology avançou mais de 13%.
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