
Petróleo regista ganhos. “Traders” atentos a negociações entre Rússia e Ucrânia
Os preços do petróleo negoceiam de forma estável com ligeiros avanços nesta terça-feira, com os “traders” a pesarem os riscos de ataques ucranianos a instalações energéticas russas, o aumento da tensão entre os EUA e a Venezuela, e as expectativas contraditórias em relação aos inventários de crude norte-americanos. Ambos os índices de referência avançaram mais de 1% na segunda-feira, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) ficou perto de atingir o seu valor mais alto em duas semanas.
O WTI – de referência para os EUA – valoriza 0,25% para os 59,43 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar ligeiros 0,09% para os 63,25 dólares por barril.
Na segunda-feira, o Consórcio do Oleoduto do Cáspio – que movimenta mais de 1% do petróleo mundial – disse que retomou as exportações de petróleo de um ponto no seu terminal no Mar Negro, após um grande ataque com drones ucranianos a 29 de novembro ter suspendido a movimentação de crude através do local.
“A ação militar reforça ainda mais a nossa opinião de que um acordo de paz é altamente improvável num futuro próximo e que os mercados de gasóleo/diesel estão prestes a recuperar”, escreveram analistas da Ritterbusch and Associates numa nota citada pela Reuters.
No que diz respeito às negociações para pôr fim à guerra, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse na segunda-feira que as prioridades de Kiev eram manter a soberania e ter fortes garantias de segurança, acrescentando que as disputas territoriais continuavam a ser o ponto mais complicado no que respeita a um possível acordo de cessar-fogo.
No que toca à tensão entre Washington e Caracas, o Presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com os seus principais assessores para discutir a campanha de pressão sobre a Venezuela, segundo um alto funcionário dos EUA citado pela agência de notícias. No sábado, Trump disse que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado “totalmente fechado”, sem ter fornecido mais detalhes sobre o assunto.
“Embora seja improvável um conflito total, os acontecimentos em curso podem desestabilizar o país internamente e ameaçar a produção e as exportações de petróleo”, disse Suvro Sarkar, do DBS.
No domingo, a OPEP+ decidiu avançar com um pequeno aumento na produção de petróleo para dezembro e com uma pausa nos aumentos no primeiro trimestre do próximo ano devido a receios de um excesso de oferta.
“A linguagem da OPEP+ sobre gestão e disciplina da oferta no curto prazo continua a apoiar os preços do petróleo”, referiu ainda Sarkar.
Painel