
Bitcoin gravita em torno de máximos históricos atingidos na sessão anterior A bitcoin está a negociar bastante próxima do supremo histórico atingido na quarta-feira, data em que ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos 112 milénio dólares (muro de 95.435 euros ao câmbio atual). Leste movimento acontece numa profundidade em que os investidores têm aumentado a exposição ao risco, principalmente em relação às ações tecnológicas, apesar da turbulência mercantil que tem marcado a relação dos EUA com os seus parceiros. Na sessão de quarta-feira, a bitcoin chegou a crescer 3,06% para 112.009,41 dólares, embora tenha encerrado a negociação num valor mais modesto, perto dos 110 milénio. A esta hora, a primeira criptomoeda do mundo avança 0,36% para 111.152,06 dólares, com os seus ganhos anuais a aproximarem-se dos 20%. No primeiro semestre do ano, a bitcoin conseguiu evadir à maré vermelha que assolou grande segmento das cripto, com os analistas da Coinmerce, uma corretora financeira holandesa, a explicarem que a criptomoeda solidificou “a sua posição uma vez que uma suplente de valor”, ao passo que as ‘altcoins’ (criptomoedas alternativas à bitcoin) “estão a ter dificuldade em estabelecer um nível parecido de crédito e fiabilidade”. O progresso da bitcoin pode ainda ser explicado pela crescente adoção institucional do setor, numa profundidade em que os EUA se preparam para ratificar legislação para regular o uso de “stablecoins” e introduzir balizas sobre o que é um ativo do dedo – uma proposta legislativa que tem o base do setor e é a “projéctil de prata” para adensar as relações com o setor financeiro. “O desenvolvimento da bitcoin além dos 112 milénio dólares reflete as fortes entradas de capital em ETF expostos à criptomoeda, aumento da adoção institucional e um cenário macro mais favorável”, começa por explicar Adam Guren, fundador e CIO da Hunting Hill Global Capital, à Bloomberg. “Com os cortes nas taxas de volta à mesa e a instabilidade política a aumentar globalmente, os investidores estão à procura de ativos tangíveis – e a bitcoin está a beneficiar desta tendência”, explica.
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