
Ásia aproxima-se do final do ano com ganhos ligeiros. Iene recupera com possível intervenção Com o “rally” do Pai Natal à porta, as bolsas asiáticas começam a entrar na corrida aos ganhos de final de ano e registaram mais valorizações (ainda que modestas) esta terça-feira, à exceção da bolsa de Hong Kong. O iene continua no centro das atenções dos mercados. A divisa nipónica está a recuperar das quedas de ontem, isto depois de a Ministra das Finanças do país, Satsuki Katayama, ter dito que tem “carta branca” para intervir no mercado cambial contra as oscilações da moeda, que teima em não valorizar, mesmo depois de a subida dos juros pelo Banco do Japão. Já no ano passado, o Governo japonês gastou cerca de 100 mil milhões de dólares para sustentar o iene. Além disso, o Goldman Sachs anunciou que planeia expandir as suas aquisições e investimentos no mercado de negócios empresariais do Japão na próxima década, em cerca de 800 mil milhões de ienes (5,1 mil milhões de dólares), o que ajudou a impulsionar o sentimento. No Japão, o Topix subiu pelo terceiro dia consecutivo à boleia da banca, que espera um novo aumento das taxas de juro. O índice cresceu 0,53% para 3.423,25 pontos. O Nikkei 225 subiu ligeiros 0,021% para 50.412,87 pontos, limitado pela tomada de mais-valias também nas ações ligadas ao sistema financeiro. Na China, o Shangai Composite ficou praticamente inalterado nos 3.919,98 pontos e o Hang Seng, em Hong Kong, perdeu 0,12% para 25.770,54 pontos. O sul-coreano somou 0,28% para 4.117,32 pontos e o taiwanês Taiex ganhou 0,57% para 28.310,47 pontos. As ações asiáticas estiveram ainda a ser contagiadas pelo otimismo que surge nos EUA, onde o apetite pelas ações de tecnologia voltaram a dominar a negociação, aliadas à expectativa de corte de juros pela Reserva Federal no início do próximo ano. O otimismo entre os investidores ajudou o índice de referência norte-americano, o S&P 500, a apagar as perdas de dezembro nesta segunda-feira, encaminhando-o para o oitavo mês consecutivo de ganhos, o que marcaria a sequência mais longa de subidas desde 2018. O mercado estará agora atento se este otimismo vai ser levado para 2026. “As ações estão a ser impulsionadas por uma combinação poderosa de lucros resilientes e uma crença crescente de que a política monetária (dos EUA) se tornará mais favorável”, disse Dilin Wu, estratega do Pepperstone Group, à Bloomberg. “Os mercados estão a prever cada vez mais um cenário de aterragem suave, em que o crescimento desacelera, mas evita a recessão, enquanto as expectativas de cortes nas taxas de juros da Reserva Federal em 2026 aliviaram as pressões sobre as avaliações e reavivaram o apetite por risco”, acrescentou. Pela Europa, o sentimento deverá ser também contido, com os futuros do Euro Stoxx 50 praticamente inalterados. Esta terça-feira serão conhecidos mais dados da maior economia do mundo, como os números da produção industrial de outubro, bem como as segundas estimativas, referentes ao terceiro trimestre, para o PIB e o PCE (índice de preços para despesas de consumo pessoal) – o indicador de inflação preferido da Fed -, que deverá dar mais clareza aos investidores sobre os próximos passos do banco central.
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