advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, perspectivou para cerca de um ano o arranque da construção do megaprojecto de gás natural liquefeito (GNL) Rovuma LNG, localizado na Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique e liderado pela petrolífera norte-americana ExxonMobil. “O nosso Governo, em colaboração com as concessionárias, tem estado a tomar medidas para assegurar a sustentabilidade das medidas de segurança na província de Cabo Delgado e no País em geral, pelo que reafirmamos o nosso compromisso de garantir que, a breve trecho, dentro dos próximos 12 a 18 meses, voltaremos para testemunhar o início de construção do Rovuma LNG”, afirmou o governante. A posição foi assumida nesta quinta-feira, 29 de Janeiro, em Afungi, Cabo Delgado, durante a cerimónia de retoma oficial do megaprojecto de GNL de 20 mil milhões de dólares, liderado pela TotalEnergies, quase cinco anos depois de accionada a cláusula de ‘força maior’, devido aos ataques de extremistas. No dia 20 de Novembro, a ExxonMobil anunciou que levantou a declaração de ‘força maior’ aplicada ao projecto Rovuma LNG, passo necessário para a Decisão Final de Investimento (DFI), prevista para 2026. No ano passado, o chefe do Estado afirmou que a petrolífera norte-americana deverá avançar com a Decisão Final de Investimento antes de Julho de 2026, recordando que, nas conversações realizadas em Houston, ficou claro que a retoma da TotalEnergies facilita o avanço da ExxonMobil. As condições de segurança em Cabo Delgado foram indicadas pela petrolífera como factor para retomar o processo. O director-executivo Darren Woods afirmou, a 31 de Outubro, que a situação melhorou e que o consórcio está a trabalhar com a TotalEnergies nesse sentido. O projecto Rovuma LNG, avaliado em 30 mil milhões de dólares (1,91 bilião de meticais), é liderado pela ExxonMobil, com a italiana Eni a comandar a componente flutuante (Coral Norte e Coral Sul). A Decisão Final de Investimento é aguardada para o início de 2026, sendo que a exportação do primeiro carregamento de gás está prevista para 2030. São concessionárias da Área 4 a Mozambique Rovuma Venture (MRV) SpA, uma joint venture co-propriedade da Eni, da ExxonMobil e da CNODC (70%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos EP (10%), a Galp Energia Rovuma BV (10%) e a KOGAS Moçambique Ltd. (10%). Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado.
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