advertisemen tA petrolífera italiana Eni lançou nesta sexta-feira, 16 de Janeiro, o casco da plataforma flutuante Coral Norte FLNG, que permitirá duplicar a produção de gás Natural liquefeito (GNL) em Moçambique a partir de 2028. O evento aconteceu nos estaleiros em Geoje, na Coreia do Sul, na presença do ministro dos Recursos Naturais e Energia, Estevão Pale, e accionistas do projecto. Num comunicado citado pela Lusa, a Eni avançou que a acção decorreu em total conformidade com o cronograma do projecto, acrescentando que esta “será a segunda instalação flutuante de GNL de última geração a ser implantada nas águas ultraprofundas da Área 4 da bacia do Rovuma, ao largo da costa de Cabo Delgado, no norte do País”. “Com base no conhecimento e na experiência adquiridos desde que o Coral Sul FLNG iniciou a sua produção em 2022, o Coral Norte FLNG foi concebido para oferecer maior eficiência e desempenho optimizado, reduzindo custos e minimizando os riscos de execução, com o objectivo de se concluir o projecto dentro do prazo, em 2028”, acrescentou. Com uma capacidade de liquefacção de 3,6 milhões de toneladas por ano (mtpa), o Coral Norte-FLNG duplicará a produção total de GNL de Moçambique para 7 mtpa, marco que posicionará o País “como o terceiro maior produtor e exportador de GNL em África, reforçando o seu papel como um actor fundamental no mercado energético global”. Em Outubro, o Presidente da República, Daniel Chapo, e o CEO da Eni, Claudio Descalzi, assinaram em Maputo, a Decisão Final de Investimento (FID) para o Coral Norte. O projecto será operado pela Eni, em nome da Rovuma Mozambique Venture (MRV), um consórcio com 70% de interesse participativo, e de que também fazem parte a ExxonMobil e a China National Petroleum Corporation (CNPC), enquanto a ENH, a KOGAS e a Abu Dhabi National Oil Company (ADNOC) têm 10%. Coral Norte vai gerar mais de mil postos de trabalho directos Com um investimento total estimado em 7,2 mil milhões de dólares (460 mil milhões de meticais), o projecto Coral Norte criará 1400 postos de trabalho directos para moçambicanos. Segundo Inocêncio Impissa, porta-voz do Governo, está igualmente previsto um plano de sucessão que visa formar quadros nacionais e aumentar a qualificação da mão-de-obra no sector de petróleo e gás. O plano agora aprovado integra uma nova unidade FLNG (Floating Liquefied Natural Gas), semelhante à que opera desde 2022 na Área Coral Sul, também sob responsabilidade da Eni. Esta segunda plataforma incluirá seis poços de produção e a infra-estrutura de liquefacção flutuante instalada no alto-mar. Segundo fonte da Eni, os processos de aquisição de equipamentos, estudos de impacto ambiental e contratos de perfuração estão em curso desde 2023, em articulação com o Governo e os parceiros do consórcio da Área 4. O investimento reforça a presença de Moçambique no panorama energético global, particularmente no contexto da transição para fontes menos poluentes. De acordo com um estudo da consultora Deloitte, as reservas de gás natural liquefeito do País poderão gerar até 100 mil milhões de dólares em receitas ao longo das próximas décadas. O mesmo relatório projecta Moçambique como um dos dez maiores produtores mundiais de gás até 2040, podendo representar cerca de 20% da produção total africana. Previstas receitas de 100 mil milhões de dólares até 2040 A consultora Deloitte estima que as reservas de gás natural localizadas em Moçambique representem receitas potenciais de 100 mil milhões de dólares, destacando a importância internacional do País no processo da transição energética. “As vastas reservas de gás poderão fazer de Moçambique um dos dez maiores produtores mundiais, responsável por 20% da produção de África até 2040”, refere a consultora por meio de um relatório sobre as Perspectivas Energéticas de África

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