advertisemen tA francesa TotalEnergies, líder do consórcio Mozambique LNG na Área 1 da bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, região norte de Moçambique, está a promover mudanças na sua liderança baseada no País. Segundo a publicação do jornal Savana, o actual presidente e director-geral da petrolífera em Moçambique, Maxime Rabilloud, será substituído pelo engenheiro de petróleo, Jean-Pascal Clémençon, este que irá supervisionar a fase de construção do projecto após o seu relançamento. Advogado de formação, Rabilloud está no País desde Agosto de 2021 e liderou todo o período de ‘força maior’, declarado após o ataque jihadista de grande repercussão na cidade de Palma, em 24 de Março daquele mesmo ano. “Rabilloud geriu projectos socioeconómicos numa dimensão incomum para grandes empreendimentos petrolíferos. Um exemplo é o Centro de Processamento de Pescado, inaugurado esta quinta-feira, 29 de Janeiro, em Mocímboa da Praia, pelo Presidente da República, Daniel Chapo, acompanhado pelo CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné”, avança. De acordo com a informação, o projecto do Centro de Processamento de Pescado está avaliado em 4 milhões de dólares, com potencial para beneficiar cerca de três mil pescadores da região, que tem sido alvo frequente de ataques insurgentes que aterrorizam Cabo Delgado desde Outubro de 2017. Por sua vez, Jean-Pascal Clémençon, ex-vice-presidente sénior de Estratégia e Mercados da TotalEnergies, já esteve em Maputo para iniciar o processo de transição, um exercício que deverá durar até seis meses, semelhante ao que ocorreu com o ex-director Técnico do Projecto, Stephane Les-Galles, que foi substituído no ano passado. A nova figura-chave em Moçambique já liderou subsidiárias da TotalEnergies no Egipto e na Argélia, assim como, possui mais de 25 anos de experiência na indústria de exploração e produção de petróleo e gás em três continentes, tendo actuado em diferentes empresas do sector e ocupado cargos de liderança. Aos 56 anos, Clémençon iniciou sua carreira no Gabão, na Perenco, em 1995, como supervisor de produção e, posteriormente, como gerente de instalações offshore em diversas plataformas de petróleo. Em seguida, ingressou na Shell em Aberdeen, na Escócia, no final de 1997, para participar do desenvolvimento de vários campos de petróleo e gás offshore. Em 2002, ingressou na TotalEnergies para liderar o “Plano de Exploração e Produção de Longo Prazo”. Em 2005, mudou-se para a região do Irão para negociar contratos relacionados ao projecto Pars LNG. Em 2008, foi designado para os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, para negociar a renovação das concessões. Jean-Pascal Clémençon foi também nomeado director de Desenvolvimento de Negócios da TotalEnergies E&P Congo (2010-13) em Pointe-Noire. Em seguida, foi indicado gerente-geral da TotalEnergies E&P Egipto (2013-18). Depois disso, foi para Argel para liderar a subsidiária da TotalEnergies (2018-21). Em 2021, ocupou o cargo de vice-presidente sénior de Estratégia e Mercados da petrolífera francesa. A TotalEnergies oficializou, esta quinta-feira (29), a retoma do projecto Mozambique LNG, na península de Afungi, província de Cabo Delgado, paralisado há quatro anos e meio devido à insurgência armada no norte do País. Avaliado em 20 mil milhões de dólares, este é o maior investimento privado actualmente em curso em África, e marca uma nova fase na exploração do gás natural moçambicano, a produção estimada é de 13 milhões de toneladas por ano de GNL, estando o desenvolvimento já em cerca de 40%. Além da TotalEnergies, participam no consórcio empresas como a japonesa Mitsui, a moçambicana ENH, a tailandesa PTT e as indianas ONGC, Bharat Petroleum e Oil India. O empreiteiro responsável pela construção é o CCS JV, um consórcio formado pelas firmas Saipem, McDermott e Chiyoda. Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, todas localizadas ao largo da costa da província de Cabo Delgado. Um estudo da consultora Deloitte aponta que as vastas reservas de gás natural de Moçambique poderão gerar até 100 mil milhões de dólares em receitas até 2040, tornando o País um dos dez maiores produtores mundiais e responsável por 20% da produção africana de GNL.

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