A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANGP), concessionária de petróleo angolana, anunciou, nesta sexta-feira (13), uma nova descoberta de petróleo no poço Algaita-01 do Bloco 15/06, localizado na bacia marítima do Baixo Congo, em Angola, estimando-se um volume de cerca de 500 milhões de barris. No comunicado da entidade, consta que a perfuração do poço, iniciada em 10 de janeiro, a uma profundidade de água de 667 metros e aproximadamente a 18 quilômetros do FPSO (sigla em inglês de Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência) Olombendo, “interceptou arenitos portadores de petróleo em intervalos de reservatório do Mioceno Superior. As operações de perfuração foram concluídas com sucesso em 26 de janeiro, seguidas pela realização de registros avançados de avaliação de treinamento para analisar a qualidade do reservatório e as características dos fluidos”, diz o comunicado. O presidente da ANGP, Paulino Jerónimo, citado na nota, considerou a descoberta como a reafirmação do “elevado potencial da bacia do Baixo Congo e a consistência da estratégia de exploração em curso, criando condições favoráveis para uma monetização célere, com impactos positivos na produção nacional e nas receitas do Estado. A ANGP incentiva a continuidade da identificação de novas oportunidades, ao abrigo dos mecanismos de incentivo vigentes, com destaque para o Decreto 8/24, sobre Produção Incremental, bem como o Decreto 5/18, sobre o regime jurídico, que permite a pesquisa dentro e nas proximidades das áreas de desenvolvimento.” Por sua vez, o diretor-executivo da Azule Energy, Joe Murphy, declarou que os resultados do Algaita-01 reformam “um longo e bem-sucedido histórico de 22 descobertas, confirmando, mais uma vez, a excepcional eficácia do sistema petrolífero no Bloco 15/06. A presença de múltiplas instalações de produção nas proximidades aumenta ainda mais o valor desse novo sucesso exploratório”, frisou. Angola, um dos principais produtores africanos, enfrenta, há alguns anos, um declínio na produção de petróleo entre 15% a 16% ao ano, um desafio para manter o propósito de uma produção diária acima de um milhão de barris de petróleo até 2030, período em que se esperam investimentos de 70 bilhões de dólares (59,6 bilhões de euros) para sustentar os níveis atuais. Fonte: Lusa
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