Angola e Cabo Verdejante manifestaram esta terça-feira, 1 de Julho, na capital cabo-verdiana, Praia, a intenção de relançar a cooperação bilateral no domínio do sector oceânico, dando prioridade à formação científica, investigação, capacitação de quadros e industrialização das pescas.

“Aceitámos revisitar os acordos e protocolos já assinados, para que sejam actualizados numa próxima percentagem mista, que estamos a prever para o próximo ano”, afirmou o novo legado de Angola em Cabo Verdejante, Agostinho Tavares da Silva, em seguida reunir-se com o ministro do Mar cabo-verdiano, Jorge Santos.

O diplomata angolano adiantou: “A nossa conversa centro-se na cooperação científica e na formação de quadros”, sublinhando que Cabo Verdejante “tem uma larga experiência” nas áreas do mar e da pesca. Por isso, defendeu o reforço da parceria entre os dois países nestes domínios.

O legado acrescentou ainda que pretende estreitar os laços com a comunidade angolana residente em Cabo Verdejante. “Será uma das minhas prioridades: fazer um trabalho de aproximação à comunidade, escutar as suas necessidades e prestar a assistência necessária”, frisou.

Por seu vez, o ministro do Mar de Cabo Verdejante expressou também o libido de revitalizar os laços de cooperação no sector oceânico, defendendo o relançamento da industrialização das pescas, com promoção de investimento reciprocamente entre os dois países.

O governante lembrou que Angola dispõe de “um dos navios oceanográficos mais sofisticados”, equipamento que poderá ser integrado em redes de cooperação científica. “Estamos nesse processo para termos a nossa própria embarcação”, afirmou, acrescentando que o foco será a sustentabilidade do ecossistema oceânico.

Manadeira: Lusa

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