a d v e r t i s e m e n tMoçambique vai realizar, a partir deste mês, um novo censo aéreo de elefantes e grandes mamíferos, sete anos após a última contagem. O anúncio foi feito pela Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), que pretende actualizar os números da população destes animais e a sua distribuição no território nacional.
O director-geral adjunto da ANAC, Severiano Khoy, explicou que, idealmente, o levantamento deveria ocorrer de cinco em cinco anos, mas tem sofrido atrasos devido à escassez de recursos financeiros. “Creio que, assim que arrancarmos, vamos cumprir com o nosso plano”, afirmou, sublinhando a importância do processo para orientar estratégias de protecção.
O último censo, realizado em 2018, registou uma queda de 13% na população de elefantes, que passou de 10 496 indivíduos em 2014 para 9122. Entre as principais causas da redução, destacam-se a caça furtiva e fenómenos naturais, com maior incidência na Reserva do Niassa, uma das mais afectadas.a d v e r t i s e m e n t
O coordenador do Programa de Conservação da Biodiversidade na Biofund, Samiro Magane, considerou o exercício “fundamental” para avaliar o estado das espécies de grande valor económico. Sem avançar o orçamento total, destacou que o financiamento sueco é essencial para viabilizar a operação, que envolve avionetas e uma logística complexa.
O anúncio ocorre numa altura em que a convivência entre comunidades e fauna bravia continua a representar desafios. Só no Parque Nacional de Mágoé, na província de Tete, pelo menos 15 pessoas morreram e 10 ficaram feridas em ataques de animais durante este ano. Para reduzir incidentes, foram colocados colares-satélite em quatro elefantes, permitindo monitorizar os seus movimentos e minimizar o risco de novos confrontos.
Segundo a ANAC, entre 2019 e 2023, ataques da fauna bravia destruíram 955 hectares de culturas agrícolas, incluindo milho e mandioca. A entidade promete expandir o uso de colares de monitorização a outras áreas de conservação, como os parques nacionais do Limpopo, Chimanimani, Gorongosa e Maputo, bem como a Reserva Especial do Niassa.
Fonte: Lusa
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