advertisemen tO director-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Pejul Calenga, apelou nesta sexta-feira (24), à colaboração contínua, identificação de oportunidades conjuntas e acção para resultados concretos e duradouros na conservação de paisagens marinhas no País, quando mais de 60% da população depende de recursos costeiros. Segundo uma publicação da Lusa, Calenga falava durante um workshop sobre carbono azul, que decorreu nesta sexta-feira (24) em Maputo. Na ocasião, o responsável reiterou “o apelo à colaboração contínua, à identificação de oportunidades conjuntas e à acção colectiva e individual, para que alcancemos resultados concretos e duradouros na conservação das paisagens marinhas.” Segundo o representante, mais de 60% da população moçambicana vive nas zonas costeiras e é “altamente dependente dos recursos e ecossistemas costeiros e marinhos” para subsistência e rendimento.advertisement De acordo com o director-geral da ANAC, os mangais são também um habitat preferencial para as populações, por ser um local de reprodução de espécies marinhas, “tornando-se cruciais para a segurança alimentar e geração de rendimento.” “Queríamos também frisar aqui que da nossa avaliação ou da pesquisa que fomos fazendo foi possível notar também que as grandes taxas da degradação do mangal estão exactamente localizadas ao redor das principais cidades; referimo-nos aqui às cidades de Maputo, Beira, Quelimane e Pemba”, acrescentou, salientando que as causas da deterioração são principalmente de carácter antropogénico e incluem o corte para o combustível lenhoso, estabelecimento de salinas, áreas agrícolas, recolha de estacas para construção de casas, entre outros. Pejul Calenga frisou que a protecção e restauração do carbono azul é de extrema importância, pois contribui para o sequestro e armazenamento do carbono, associado ao facto de, quando degradado ou destruído, este ecossistema marinho emite o carbono armazenado por séculos para a atmosfera e oceanos, tornando-se fontes de gases de efeito de estufa. “As áreas marinhas protegidas são locais onde a actividade humana é regulada ou limitada para permitir a regeneração dos ecossistemas marinhos e garantir a conservação da biodiversidade. Elas são cruciais para a saúde dos oceanos, actuando como instrumentos fundamentais para a conservação da diversidade marinha, contribuindo para a sustentabilidade dos recursos e resiliência dos ecossistemas costeiros e oceânicos”, explicou. Celenga reconheceu ainda que o estabelecimento de uma área de protecção não é, por si só, suficiente para garantir a “efectiva conservação” destes espaços, daí que considera “fundamental” o reforço dos mecanismos de consciencialização, fiscalização e responsabilização, além da promoção de meios alternativos de subsistência e geração de renda, oferecendo “opções reais de melhoria de qualidade de vida” às comunidades costeiras. De acordo com o director-geral, enquanto as áreas-chave para a biodiversidade aumentaram de 29 para 34 nos últimos tempos, o País continua a enfrentar “desafios e limitações” decorrentes, sobretudo, da crescente pressão sobre os ecossistemas, “que continuam a ser degradados por actividades ilegais, ocupação desordenada e prática socioeconómicas de forma intensiva e insustentáveis.”
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