
As receitas consolidadas subiram 7% em termos homólogos, para 47,4 mil milhões de euros, impulsionadas pelas maiores entregas de aeronaves comerciais e pelo crescimento nas divisões de Defesa e Espaço e Helicópteros.
“As entregas continuam concentradas para a parte final do ano, num contexto operacional complexo e dinâmico. Ao mesmo tempo, continuamos a expandir a nossa capacidade industrial para apoiar o aumento de produção de aviões comerciais”, afirmou o presidente executivo da fabricante europeia, Guillaume Faury, citado em comunicado.
No setor espacial, o gestor adianta que estão a avançar na consolidação das suas atividades com a Leonardo e a Thales para criar um novo líder europeu nesse mercado.
O resultado operacional (EBIT) ajustado — indicador que exclui efeitos não recorrentes — aumentou 48%, para 4.146 milhões de euros, enquanto o EBIT reportado subiu 25%, para 3.365 milhões de euros.
A Airbus entregou 507 aviões comerciais até setembro – mais dez do que em igual período de 2024 -, incluindo 392 da família A320 e 33 A350.
As encomendas líquidas somaram 514 aeronaves, abaixo das 648 registadas um ano antes, com uma carteira de 8.665 aviões no final de setembro.
Por segmentos, as receitas da divisão de aeronaves comerciais aumentaram 3%, para 33,9 mil milhões de euros, as da Airbus Helicopters cresceram 16%, para 5,7 mil milhões, e as da unidade de Defesa e Espaço avançaram 17%, para 8,9 mil milhões.
O fluxo de caixa livre antes de financiamento a clientes foi negativo em 914 milhões de euros, refletindo o aumento de inventários para suportar as entregas do quarto trimestre e o intensificar da produção.
A Airbus manteve as previsões para 2025, que agora incluem o impacto das tarifas atualmente aplicáveis, esperando entregar cerca de 820 aeronaves comerciais este ano e alcançar um EBIT ajustado de cerca de 7 mil milhões de euros.
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