Diversos líderes mundiais já se encontram, em Joanesburgo, palco da primeira cimeira do G20, a ter lugar no continente africano. Este fórum das maiores economias mundiais, incluindo a União Africana e a União Europeia, realiza-se em meio a tensões entre a África do Sul e os Estados Unidos da América. Curiosamente, Pretória deve passar a presidência do G20 a Washington, que não estará representado nas discussões que culminarão com a adopção da declaração de Joanesburgo. O Presidente Cyril Ramaphosa já deixou claro que não vai entregar o testemunho da presidência do fórum ao encarregado de negócios da Embaixada norte-americana. Nos meios diplomáticos um encarregado de negócios é tido como um funcionário júnior da embaixada, sendo que Ramaphosa pretendia entregar o testemunho a Donald Trump, que, entretanto, optou por boicotar a cimeira que terá lugar este fim de semana. Enquanto a cimeira não começa, a África do Sul está numa verdadeira diplomacia social, política e económica para fazer valer o lema que escolheu que é: Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade. Para a cimeira propriamente dita, os líderes do G20 vão participar de três sessões para discutir os desafios e prioridades globais, principalmente o crescimento económico sustentável, desenvolvimento e financiamento. Os líderes também vão discutir sobre a cooperação e o futuro do G20 O Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, presente em Joanesburgo, afirmou que a paz é uma das principais prioridades da agenda dele para a cimeira do G20. Guterres quer que as maiores economias do mundo usem da sua influência para acabar com os conflitos que estão a ceifar vidas humanas e a desestabilizar o mundo inteiro. Ele defende que as nações do globo escolham a paz e se ancorem no direito internacional. (RM Johannesburg)
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