a d v e r t i s e m e n tO Tesouro Nacional da África do Sul atraiu mais de 100 propostas globais para a sua iniciativa de financiamento em moeda estrangeira no valor de 500 milhões de dólares, numa tentativa de diversificar as suas fontes de crédito.
A iniciativa, anunciada em Julho, visa explorar opções de financiamento inovadoras para angariar fundos para a economia mais industrializada de África, indo além dos eurobonds tradicionais.
O Tesouro afirmou que consideraria empréstimos bilaterais a prazo, colocações privadas, notas estruturadas e instrumentos vinculados a objectivos ambientais, sociais e de governança.
“A resposta do mercado ao nosso convite à apresentação de propostas tem sido positiva, demonstrando um claro interesse do Tesouro Nacional em diversificar as suas fontes de crédito em moeda estrangeira”, afirmou Terry Bomela-Msomi, director de Financiamento do Tesouro e Mercados de Capitais.
Bomela-Msomi observou um interesse substancial por parte de instituições de venda e compra, bancos de investimento e credores não financeiros ansiosos por emprestar dinheiro ao Governo sul-africano.
As propostas relacionadas com as questões ambientais, sociais e de governança (ESG) têm sido particularmente abundantes, em consonância com os esforços do Tesouro para desenvolver um quadro para este fim.
“A meta mínima de financiamento de 500 milhões de dólares será facilmente atingida através deste processo”, afirmou Bomela-Msomi, salientando que as euro-obrigações continuariam a ser uma parte complementar da estratégia de financiamento do Tesouro.
A África do Sul recorreu pela última vez aos mercados de capitais internacionais em Novembro de 2024, angariando 3,5 mil milhões de dólares.
Analistas do Standard Chartered sugerem que a África do Sul poderá emitir novas obrigações em moeda forte em Novembro, após a apresentação da sua declaração de política orçamental a médio prazo.
Os custos de financiamento são actualmente favoráveis para os soberanos africanos.
A Nigéria, por exemplo, está, neste momento, à procura de aprovação parlamentar para empréstimos no valor de 2,3 mil milhões de dólares e um empréstimo soberano de estreia no valor de 500 milhões de dólares, e espera-se que venda um título internacional antes do final do ano.
Angola recorreu a credores privados para financiar grandes projectos de infra-estrutura, incluindo uma nova refinaria, e vendeu 1,75 mil milhões em dólares esta semana.
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