A África do Sul saúda a decisão dos Estados Unidos de estender, por mais um ano, o acordo de acesso preferencial de produtos de cerca de trinta países da África Subsaariana.Pretória entende que a renovação da Lei de Crescimento e Oportunidades para África-AGOA- sinaliza a esperança de um maior diálogo com os Estados Unidos da América.
A África do Sul é o país tido como líder na utilização da AGOA, em cujos mercados existem cadeias de abastecimento e de valor cruciais que afectam diferentes países participantes da iniciativa.Criado no ano dois mil, no consulado do democrata Bill Clinton, a AGOA é a pedra angular das relações económicas entre os Estados Unidos e os países da África subsariana.
Este acordo permite que países africanos exportem mais de sete mil produtos para os Estados Unidos sem impostos, desde que cumpram uma série de condiçõesA Administração Trump usou o fim do acordo como forma de pressionar os países africanos.No passado mês de Janeiro, a Câmara dos Representantes do parlamento norte-americano tinha aprovado a continuidade da AGOA, por mais três anos, mas o Senado reduziu a extensão para doze meses, com efeitos desde Setembro do ano passado.
O Ministro sul-africano da Industria, Comércio e Concorrência, Parks Tau, fala em passo importante no melhoramento das relações com os Estados Unidos:
“Congratulamo-nos com o anúncio das decisões do Congresso e do Senado de prolongar a AGOA, até ao final do ano. Isto cria uma plataforma para continuarmos a dialogar com os Estados Unidos, em particular, com o Senado e o Congresso, sobre como a AGOA se vai desenvolver no futuro e, essencialmente, como continuaremos a trabalhar na AGOA. Claro que a dificuldade reside no facto ser difícil para as empresas planearem algo que vai acontecer nos próximos oito meses, dada a incerteza sobre o que virá nos próximos anos. Mas isso é algo em que precisamos de trabalhar com os Estados Unidos”, diz.A extensão do programa comercial, denominado AGOA, ocorre no meio de relações tensas entre os Estados Unidos e a África do Sul, a maior economia de África.
A Lei de Crescimento e Oportunidades para África inclui Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. (RM Johannesburg)
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