O Presidente Cyril Ramaphosa diz que a África do Sul não vai mobilizar ou pressionar outros países membros para boicotarem as reuniões do G20, sob a presidência dos Estados Unidos a América.

Esta é a reação do estadista sul-africano depois Washington ter reiterado que a África do Sul não vai ser convidada para as reuniões preparatórias da cimeira de Miami, a primeira das quais agendada para os dias 15 e 15 deste mês.

Para o lugar da África do Sul, os norte-americanos chamaram a Polonia.

Inicialmente, o porta-voz da presidência sul-africana, Vincent Magwenya, disse que Pretoria vai observar uma pausa e só retomar aos debates do G20 em dezembro do próximo ano, quando a presidência do Forum das maiores economias do mundo estiver nas mãos do Reino Unido.

O Presidente Cyril Ramaphosa afirmou que a África do Sul nunca vai menosprezar ou tratar outras nações de forma depreciativa e rejeitou que venha a mobilizar outros países membros a boicotarem a presidência norte-americana:

“Não precisamos de mobilizar ninguém. Não somos assim na África do Sul. Cada país deve tomar as suas próprias decisões e nós somos quem somos. As pessoas e os países respeitam-nos pelo que somos e aplaudiram o nosso papel no G20, pela forma como conduzimos e gerimos o G20. Assim, tal como a África do Sul, deixamos que cada país tire as suas próprias conclusões relativamente a tudo o que está a acontecer, disse.

O que está a acontecer é que Washington boicou a cimeira de Joanesburgo e agora excluiu a África do Sul das reuniões do G20, que antecedem o grande encontro do próximo em Miami.

Ramaphosa deixa claro que a África do Sul quer ser tratado como país soberano e de forma igual:

“Tudo o que realmente queremos como África do Sul é sermos tratados como um país soberano, um país que respeita outros países, um país que promove o sucesso e a prosperidade de outros países. É isso que somos. Não desejamos mal a nenhum país do mundo e, na verdade, como país, não temos inimigos, apenas amigos, e queremos fortalecer as relações de amizade com todos os países do mundo. E é essa a nossa posição e nunca seremos depreciativos contra qualquer país ou qualquer líder do mundo. Trataremos sempre todos os países com a devida consideração e com respeito. É isso que somos, e isso faz parte da nossa política externa”, afirmou.

Pretória continua a defender que o posicionamento dos Estados Unidos, sobre a situação na África do Sul, é baseada em informações falsas.

Washington alega que há perseguição, violência e assassinatos selectivos de africares e que terras de agricultores brancos estão a sem confiscadas.

Pretória sempre negou estas acusações. (RM Johannesburg)

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts