a d v e r t i s e m e n tO Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) prevê que o mercado do arroz em África cresça de cerca de 24 mil milhões de dólares em 2024 para 29,2 mil milhões de dólares até 2030. O crescimento anual médio estimado é de 4%, segundo o Boletim de Mercadorias n.º 1-2025 do Afreximbank.
No último ano, o mercado mundial do arroz registou alterações significativas. Na época de 2024-25, a produção global atingiu um recorde de 533,8 milhões de toneladas (base já moída), um aumento de 11,6 milhões de toneladas em relação ao ano anterior, impulsionado por colheitas abundantes na Índia, Camboja e Paquistão.
Em contrapartida, condições meteorológicas adversas em países como o Bangladesh e a Nigéria limitaram a produção. Em África, a produção de arroz tem aumentado de forma constante, com a oferta disponível a atingir 39,8 milhões de toneladas em 2022, contra 36,9 milhões de toneladas em 2018, reforçando a tendência positiva do sector.
Apesar deste progresso, o continente continua a ser importador líquido, dependendo do exterior para cerca de 40% do consumo. Os principais fornecedores, como a Índia, a Tailândia e o Vietname, continuam a preencher essa lacuna, mantendo África dependente do arroz importado.
O crescimento das populações urbanas e as mudanças nos hábitos alimentares, a favor de produtos básicos de fácil preparação, aliados às iniciativas da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), deverão impulsionar ainda mais a procura e reduzir os custos de transporte regional.
O Afreximbank destacou também desafios à auto-suficiência: infra-estruturas rurais inadequadas, acesso limitado a sementes de qualidade e à mecanização, bem como a exposição aos impactos das alterações climáticas, como secas e inundações, restringem a produtividade e reduzem a competitividade face ao arroz importado.
Oportunidades para produtores e investidores
Os principais produtores africanos — Nigéria, Egipto, Madagáscar e Tanzânia — registaram, em 2024, volumes de produção de aproximadamente 8,7 milhões, 5 milhões, 5 milhões e 1,8 milhão de toneladas, respectivamente. Estes países já dominam grande parte da produção continental e estão bem posicionados para beneficiar do aumento da procura.
O reforço do investimento na capacidade produtiva, mecanização e soluções de tecnologia agrícola poderá permitir-lhes capturar uma fatia maior da expansão de mercado estimada em 5 mil milhões de dólares. Para investidores privados, empresas de tecnologia agrícola e instituições financeiras de desenvolvimento, a previsão sublinha o potencial de um envolvimento lucrativo.
Fortalecer a produção interna não só promete retornos económicos, como também responde a questões críticas de segurança alimentar. Reduz a dependência das importações e aumenta a resiliência face às flutuações do mercado global. Com a população africana a crescer e a urbanização a acelerar, os próximos anos configuram-se como decisivos para colher ganhos substanciais e reforçar os sistemas alimentares locais.
Fonte: Bussiness Insider Africa
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