
Num comunicado à imprensa, a empresa insistiu que este “projeto de adaptação de competências e empregos baseia-se exclusivamente” em propostas voluntárias. As alternativas propostas aos trabalhadores afetados passam por uma reconversão interna em cargos “de futuro” em áreas “estratégicas” ou a saída da empresa “com acompanhamento para um novo projeto profissional”. A Capgemini justifica o plano para a redução de postos de trabalho como “resposta aos desafios e às oportunidades criadas pela aceleração das mutações tecnológicas, em particular a Inteligência Artificial (IA), e pela evolução da procura dos clientes num ambiente económico marcado por um crescimento moderado e grandes desafios para certas indústrias”. Para a decisão da empresa contribuiu também o baixo crescimento da economia francesa e as dificuldades que atravessam setores como o automóvel, bem como a substituição de algumas tarefas por desenvolvimentos tecnológicos como a IA. O plano será agora objeto de um processo de negociação com as organizações sindicais e, segundo a Capgemini, “poderá implicar até 2.400 supressões de postos de trabalho em atividades fortemente afetadas pela evolução da procura dos clientes e pelas mutações tecnológicas”. O grupo francês está presente em cerca de 50 países em todo o mundo, como Portugal, e conta com 420.000 funcionários. Leia Também: Espanha. Todas as hipóteses em aberto, mas sem “indícios de sabotagem”
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