a d v e r t i s e m e n tO programa de expansão da rede de transmissão da África do Sul, avaliado em 25 mil milhões de dólares, despertou o interesse de programadores internacionais, incluindo uma empresa pertencente ao bilionário indiano Gautam Adani e firmas chinesas.

A nação mais industrializada do continente lançou, em Dezembro, o programa de Projectos Independentes de Transmissão (ITP, na sigla inglesa), com o objectivo de envolver parceiros privados na instalação de 14 mil quilómetros de novas linhas eléctricas. O Governo pretende adicionar 34 gigawatts (GW) de capacidade de geração proveniente do vento e 25 GW de energia solar nos próximos 14 anos, exigindo mais ligações a um sistema já sobrecarregado.

Dezassete empresas e consórcios responderam ao pedido de pré-qualificação do Gabinete de Produtores Independentes de Energia da África do Sul. Entre eles estão a unidade do Médio Oriente da Adani Power, a China Southern Power Grid International, a State Grid International Development Co e a francesa EDF Power Solutions. Empresas locais como a SOLA Group e a Mulilo Renewable Energy também manifestaram interesse.

O ITP encontra-se numa fase de “avaliação de pré-qualificação”, que deverá estar concluída até Novembro, informou o Gabinete dos Produtores Independentes de Energia.

A modernização da rede nacional sustentará a estratégia energética do Governo. A África do Sul está a retirar gradualmente de operação as centrais a carvão que actualmente fornecem a maior parte da sua energia e pretende utilizar uma variedade de tecnologias, desde o gás às energias renováveis, para satisfazer a futura procura, segundo o mais recente plano estratégico do Executivo.

A EDF confirmou o seu interesse no ITP e aguarda a fase de pedido de propostas do programa, “que definirá os parâmetros técnicos, financeiros e comerciais detalhados para a próxima fase”, fez saber a empresa.

A SOLA Group e a Mulilo confirmaram igualmente a apresentação de candidaturas.

Projectos bem-sucedidos de ITP, baseados na assunção, por parte do sector privado, do risco de construção e financiamento, com variações quanto à propriedade, têm atraído investimento em linhas de transmissão na Índia, Brasil, Peru e Chile, segundo uma apresentação do Banco de Desenvolvimento da África do Sul.

Uma facilidade de 576 milhões de dólares, que funcionará como uma forma de seguro privado, será inicialmente aplicada a projectos de transmissão de energia, sendo depois alargada para apoiar investimentos em água e outras infra-estruturas, segundo afirmou o vice-ministro das Finanças, David Masondo, em Agosto

A primeira fase da expansão da rede incluirá um pedido de propostas para a construção de 1164 quilómetros de linhas de transmissão, concebidas para colocar em operação mais de 3 mil MW de capacidade de geração, de acordo com o ministro da Electricidade, Kgosientsho Ramokgopa. Espera-se que este projecto não enfrente interrupções, como disputas relacionadas com a posse de terra.

Uma fase subsequente, com mais de dez vezes o tamanho do projecto-piloto, exigirá igualmente a aquisição e instalação de transformadores e de outros equipamentos.

O Governo prevê disponibilizar garantias de crédito até Julho de 2026, financiadas principalmente por credores comerciais, para apoiar o investimento em infra-estruturas por parte de empresas privadas.

Uma facilidade de 576 milhões de dólares, que funcionará como uma forma de seguro privado, será inicialmente aplicada a projectos de transmissão de energia, sendo depois alargada para apoiar investimentos em água e outras infra-estruturas, segundo afirmou o vice-ministro das Finanças, David Masondo, em Agosto.

Fonte: Bloomberg

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