advertisemen tAs empresas sul-africanas registaram uma melhoria muito modesta nas condições de funcionamento em Agosto, à medida que as pressões sobre os custos diminuíram, revelou nesta quarta-feira (3) o Índice de Gestores de Compras (PMI) da S&P Global África do Sul. Segundo a Reuters, o PMI situou-se em 50,1 para o mês, ligeiramente abaixo dos 50,3 registados em Julho e marcando o quarto mês consecutivo acima do limiar de 50,0, que indica crescimento – mas apenas por pouco. A leitura sugeriu uma melhoria marginal das condições de negócio, impulsionada pelo primeiro aumento da produção desde Maio. “As empresas referiram que a melhoria gradual das taxas de câmbio começou a aliviar os encargos com os custos dos artigos importados”, afirmou David Owen, economista sénior da S&P Global Market Intelligence, acrescentando que “o abrandamento das pressões sobre os custos para as empresas sul-africanas é um sinal positivo para a economia do sector privado.” Os preços dos factores de produção aumentaram ao ritmo mais lento dos últimos dez meses, com a valorização do rand em relação ao dólar americano a ser apontada como um factor-chave. No entanto, o aumento dos custos dos combustíveis e dos alimentos continua a ser uma preocupação. A inflação dos preços no consumidor na África do Sul subiu para 3,5% em termos anuais em Julho, impulsionada pelos preços dos alimentos e dos combustíveis. Os volumes de novas encomendas aumentaram em Agosto, embora o ritmo de crescimento tenha abrandado em relação a Julho, com a procura interna a impulsionar o aumento, enquanto as encomendas de exportação diminuíram devido ao aumento das tarifas americanas. As cadeias de fornecimento continuaram a melhorar, marcando o quinto mês consecutivo de desempenho melhorado dos fornecedores, a série mais longa na história do inquérito. As empresas permaneceram optimistas em relação à produção futura, embora persistam as preocupações com as tarifas dos Estados Unidos da América (EUA) e o clima político. O Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 30% sobre os bens importados da África do Sul, a taxa mais elevada da África Subsaariana, o que poderá levar à perda de dezenas de milhares de postos de trabalho em sectores como a agricultura e a indústria automóvel.
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