advertisemen tA economia moçambicana registou em Novembro um novo sinal de recuperação, com a actividade empresarial a manter-se em terreno positivo pelo segundo mês consecutivo, impulsionada por um aumento considerável na procura e na criação de postos de trabalho, segundo indica o índice PMI (Purchasing Managers’ Index) divulgado esta quinta-feira (4) pelo Standard Bank, segundo informou a Lusa. De acordo com o relatório, a produção aumentou a um ritmo mais acelerado, acompanhada por uma forte recuperação dos novos negócios, cujo crescimento atingiu o nível mais elevado dos últimos 17 meses. “As novas encomendas registaram o maior aumento desde Junho de 2024”, refere o documento, sublinhando que o reforço da procura contribuiu directamente para a expansão da actividade nas empresas. O índice PMI de Moçambique situou-se em 50,8 pontos em Novembro, ligeiramente acima dos 50,4 pontos registados em Outubro, reforçando a tendência positiva após três meses consecutivos em valores abaixo da marca dos 50, que distingue crescimento de retracção. Este indicador, que resume o desempenho do sector privado não extractivo, assinala melhorias nas condições de negócio quando supera os 50 pontos.advertisement A recuperação observada foi transversal aos cinco principais sectores monitorizados pelo inquérito, todos eles a registarem aumento nos volumes de encomendas, justificado, segundo os membros do painel, pela maior procura dos consumidores e pelo lançamento de novos produtos. Este dinamismo levou também a uma expansão da produção, ao ritmo mais forte desde Julho. O relatório assinala ainda um aumento significativo no nível de emprego, com Novembro a registar “a mais forte ronda de criação de postos de trabalho desde Julho do ano passado”. O crescimento da contratação foi generalizado entre os sectores analisados, evidenciando maior confiança empresarial. Em contrapartida, as empresas continuaram a reduzir os seus inventários pelo sétimo mês consecutivo, sinalizando prudência na acumulação de ‘stocks’. Citado no relatório, o economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, destaca que “a maioria dos subíndices do PMI aponta para uma melhoria contínua nas condições de negócio”, notando também que houve “alguma transferência dos aumentos de custos para os preços de venda ao consumidor final.” Apesar dos sinais de retoma, o especialista alerta para factores de risco que poderão comprometer a estabilidade no médio prazo. Em particular, refere-se à possível suspensão das operações da fundição Mozal, prevista para Março de 2026, caso não seja garantida uma tarifa energética favorável. “O encerramento da Mozal representaria uma pressão acrescida sobre o crescimento económico, sobre as finanças públicas e sobre a disponibilidade de divisas”, sublinha Mussá. Nos primeiros três trimestres de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique registou uma contracção média de 1,9%, reflectindo os efeitos da tensão pós-eleitoral. O Standard Bank antecipa, contudo, um crescimento ligeiramente positivo no último trimestre, impulsionado por efeitos de base favoráveis, embora persista o risco de nova retracção a partir do segundo trimestre de 2026, caso se confirmem perturbações no sector industrial.advertisement

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